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DEVOÇÃO

"Há mais de 50 anos, Padre Reus está comigo": devoto conta sua história de fé no pároco

Com sua medalha sempre junto, Albino Fernandes é participante assíduo da romaria, que ocorre neste domingo

Priscila Carvalho
Publicado em: 11/07/2025 às 13h:42 Última atualização: 11/07/2025 às 13h:42
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Trazendo o tema “Peregrinos de Esperança que caminham ao Coração de Jesus”, ocorre neste domingo (13), a partir das 9h30, a 19ª edição da Romaria pela Beatificação do Padre Reus.

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A tradicional procissão tem concentração a partir das 9h, na Praça Tiradentes, em frente à Paróquia Nossa Senhora da Conceição, conhecida como Igreja Matriz, no Centro de São Leopoldo. Às 9h30, a caminhada sai em direção ao Santuário do Sagrado Coração de Jesus – onde está o túmulo de Padre Reus. Na chegada ao local, prevista para as 11 horas, haverá missa com o Bispo Dom João Francisco Salm.

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História

Participante assíduo da romaria, neste ano o aposentado Albino José Fernandes, que neste sábado (12) completa 79 anos, deve estar novamente na procissão. Natural de Carazinho, ele conheceu a história de Padre Reus em 1965, quando ficou 90 dias atuando na 6ª Companhia de Comunicações do Exército Brasileiro, unidade que ficava em São Leopoldo. “No início de 1966, vim a pé de Porto Alegre até o túmulo de Padre Reus. Saí de lá às 6 horas, vim metade do caminho descalço e outra metade do chinelo de dedo. Vim caminhando pela BR, eu e Deus”, detalhou.

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Em 1968, ele se mudou de vez para São Leopoldo, onde serviu no 19º Batalhão de Infantaria Motorizado (19º BIMtz), e depois, em 1975, já militar da reserva, começou a trabalhar com transporte escolar. A partir daí, as visitas ao santuário passaram a ser semanais.

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Medalha

Também em 1975, Albino fez uma foto do túmulo de Padre Reus, que guarda com carinho até hoje. O local ainda não estava fechado com paredes, não havia o velário e eram poucas as cruzes vistas no cemitério dos padres.

No mesmo ano, no dia de seu aniversário, ele ganhou um presente de uma amiga: uma medalha com a imagem de Padre Reus, suas iniciais e a data que lhe foi entregue. A medalha é considerada uma bênção por Albino, que a carrega em seu peito por 50 anos. “Foi perdida três vezes e as três vezes eu a achei, e estou com ela até hoje”.

A devoção de Albino à Padre Reus passou também para a filha, Fernanda Macedo Fernandes, 42 anos, que mandou fazer uma medalha como a do pai, com a imagem do pároco jesuíta. “Ela mora em Bento Gonçalves, mas vem todos os anos para fazermos a caminhada”, disse Albino.

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“Ele sempre me atendeu muito bem”

No transporte de alunos por mais de 40 anos na cidade, Albino conta que a medalha sempre o acompanhou. “A corrente sempre estava comigo. Sempre junto. Nunca tive acidente com as vans, nem nada”.

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Hoje, atuando na manutenção de portas de vans, a medalha segue sendo sua companheira. “Se estou saindo, passo a mão pra ver se sinto ela ali no peito. Há mais de 50 anos, Padre Reus está comigo”.

Reforçando sua fé em Padre Reus, Albino vai frequentemente ao santuário. “Venho todos os domingos aqui, rezo, pego um ramo de flor. Venho agradecer e pedir pelos parentes, os amigos”, sublinha. “Às vezes, tem um problema que acontece contigo, se concentra e pensa nele”, recomenda. “Ele sempre me atendeu muito bem”.

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