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Núcleo de Enfrentamento à Violência já atendeu mais de 30 casos em escolas

São Leopoldo implantou em junho deste ano o trabalho na rede municipal

Publicado em: 11/09/2025 às 14h:15 Última atualização: 11/09/2025 às 14h:16
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O Núcleo de Enfrentamento à Violência Escolar (Neve), criado no dia 2 de junho pela Secretaria Municipal de Educação (Smed), já atendeu mais de 30 casos envolvendo algum tipo de agressão, intimidação ou mesmo abuso no ambiente escolar da rede municipal leopoldense. A pasta informa que, dentre esses casos, cerca de 70 estudantes foram atendidos por profissionais que atuam neste setor.

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Violência escolar preocupa (a foto acima é apenas ilustrativa)

De acordo com Smed, o Núcleo é administrado pelo setor jurídico, liderado pelo diretor Luciano Peixoto. “Nós temos cinco profissionais fixos, advogados, assistente social e psicóloga. Todos são professores ou possuem experiência na educação. Fora os parceiros que são chamados de acordo com a demanda, como a Guarda Civil Municipal (GCM), a Saúde, a Assistência Social, o Conselho Tutelar, ONGs e instituições”, explica Peixoto.

Atendimentos e ações

O diretor descreve que o Núcleo também atua com campanhas de prevenção. “Agimos com a campanha Somos Todos Responsáveis e a campanha Coragem é Respeitar, que ainda iremos lançar. A primeira é para aproximar as famílias da escola e, a segunda, para trabalhar o respeito às meninas e o enfrentamento à violência contra a mulher.”

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A Smed foi questionada sobre quais foram os tipos de violência atendidos, mas não detalhou, sob a justificativa de sigilo e “respeito com as famílias e estudantes”. Porém, conforme já divulgado anteriormente pela pasta, os casos comumente atendidos variam entre bullying, agressão de professor contra aluno (como foi o caso em uma conveniada de educação infantil) e/ou vice-versa, crimes de abuso (como o de um professor acusado de estupro de vulnerável), entre outros.

Núcleo atende dois casos que chamaram atenção no último mês

O Neve tem trabalhado também em dois casos que chamaram atenção no município: do professor preso no dia 21 de agosto após denúncias de estupro de vulnerável contra 17 crianças de 6 a 10 anos em escola municipal do bairro Vicentina (ele estava afastado desde a primeira denúncia, no dia 4 do mesmo mês) e da professora de 50 anos investigada pela suspeita de agressão a um bebê de 1 ano e 6 meses em escola particular e conveniada à Prefeitura. Pelas imagens de segurança do local, gravadas no dia 20 de agosto, era possível ver a professora puxando duas crianças pelo braço e empurrando uma outra.

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No caso do professor, Peixoto afirma que o núcleo continua com o atendimento. “Estamos oferecendo apoio jurídico e nossas profissionais de psicologia e assistência social estão realizando o trabalho com as turmas e atendendo as famílias. O Neve se reúne semanalmente, aos moldes de comitê. Ainda, o Centro Municipal de Educação Inclusiva (Cemei) está fazendo um trabalho com os estudantes e, caso haja necessidade, haverá o encaminhamento clínico.”

No caso do bebê, a Smed informou que o Núcleo entrou em contato com a família para oferecer suporte pedagógico e acolhimento psicossocial à criança e a Assessoria Pedagógica recebeu a equipe diretiva para escuta e acolhimento.

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