Nesta quinta-feira (5) completam sete anos que parte da Casa do Imigrante de São Leopoldo desabou. O anexo, que foi construído na década de 1940, ruiu em 5 de março de 2019, porém a Casa, que também é conhecida como Casa da Feitoria e Museu do Imigrante, estava desativada desde 2014, devido a problemas estruturais.

Foto: Eduardo Zanotti/Especial
Na próxima semana, a tão aguardada nova etapa do espaço, que recebeu os primeiros imigrantes alemães em julho de 1824, deverá ocorrer.
Segundo a prefeitura leopoldense, será assinada, na segunda-feira (9), a ordem de início das obras de revitalização da Casa do Imigrante. A ação será realizada no Palácio Piratini, às 14 horas.
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A obra será realizada por meio do programa Iconicidades, que visa promover e renovar espaços públicos importantes, com foco na sustentabilidade e no turismo. A Prefeitura, porém, não informou quando iniciam as obras e o que será feito.
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A edificação foi selecionada para participar do Iconicidades em 25 de julho de 2022, no Dia da Imigração Alemã. As obras contemplam restauros arquitetônico e estrutural, instalações sanitárias, luminotécnico, prevenção e combate a incêndio, ventilação, exaustão e climatização, acessibilidade, arquitetura paisagística e urbanismo setorial.
Projeto
O projeto prevê a criação de um complexo cultural, incluindo a reconstrução do setor que ruiu, a restauração da Casa do Imigrante, a proposição de uma edificação anexa, o tratamento paisagístico da área adjacente e a elaboração de diretrizes para um futuro parque no qual o conjunto está inserido. A obra tem o valor total superior a R$ 6 milhões.
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Além da restauração, as obras devem proporcionar, também a construção de um edifício multifuncional e a criação de pequenas praças com paisagismo regenerativo. Os visitantes poderão, ainda, desfrutar de um estacionamento, espaços livres para lazer e esportes, bar, cafeteria com capacidade para 25 pessoas, exposição interativa, sanitários públicos, sala de pesquisa, área de recreação infantil e outras atrações.
Tombada pelo Iphae
A edificação existe desde 1788 e fazia parte da fazenda Real Feitoria do Linho-Cânhamo, que era mantida por famílias portuguesas e abrigou as primeiras famílias alemãs no Brasil em julho de 1824. A Casa é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae/RS) desde 1992.
Parte da Casa do Imigrante desabou em 5 de março de 2019, após anos de problemas na estrutura, que sofria com infiltrações das chuvas. Essas infiltrações, por várias vezes, causaram a interdição do espaço, que está fechado desde 2014.