Com uma ação voltada a orientar sobre como é possível ajudar migrantes e refugiados de outros países que chegam em São Leopoldo, foi aberta oficialmente, nesta sexta-feira (13), a Semana do Migrante e Refugiado – instituída no município através da lei 9.995/2023.
A iniciativa foi promovida pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos (Sedhu) e Comitê de Atenção a Migrantes, Refugiados, Apátridas e Vítimas de Tráfico de Pessoas de São Leopoldo (Comirat/SL), com o apoio de grupos da Faculdades da EST, do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados, do Núcleo de Educação das Relações Étnico-Raciais (Nerer), da Unisinos e Agência da ONU para refugiados (ACNUR).
FAÇA PARTE DA COMUNIDADE DO JORNAL VS NO WHATSAPP
Orientação
Na atividade, realizada na esquina das ruas Independência e Conceição, representantes das entidades envolvidas distribuíram panfletos à população, com os serviços e atendimentos disponíveis a migrantes e refugiados na cidade. “O objetivo desse ponto aqui é a comunidade de São Leopoldo estar informada sobre estes serviços. Para nós, é extremamente importante que cada pessoa que está num bairro, numa escola, numa loja, tenha conhecimento desses serviços oferecidos no município e coordenados pelo Comirat”, disse a coordenadora do Grupo Identidade da EST, Selenir Kronbauer.
Além disso, a ação teve o intuito de divulgar o Comirat. “Muitas pessoas não conhecem todo esse trabalho”, argumentou a presidente do comitê e psicóloga da Sedhu, Vilene Moehlecke, destacando que São Leopoldo e Porto Alegre são os dois únicos municípios do Estado a contarem com o órgão.
900 famílias
Em trabalho coletivo, os grupos envolvidos na ação se reúnem uma vez por mês para pensar conjuntos de ações voltados a migrantes e refugiados. “Enquanto prefeitura, a gente está trabalhando para aumentar as políticas públicas do município, porque tem muita demanda. E a gente pensa esse trabalho articulado, não dá pra trabalhar sozinho”, ponutou Vilene.
Ela também comenta que, segundo o CadÚnico, da Assistência Social, cerca de 900 famílias de migrantes ou refugiados moram em São Leopoldo. “Mas esse dado também não é fidedigno, porque muitos que não estão cadastrados. Então, provavelmente esse número é maior”.
Além de Selenir e Vilene, participaram da ação a coordenadora do Programa de Gênero e Religião da EST, Soraya Eberle; a analista do SJMR, Carolina Padoin; a diretora do SMJR, Flávia Reis; e a assessora do Nerer, Paula Emcke.
VEJA AINDA: Último dia de sol? Prepare-se para um longo período de tempo instável no RS; confira o que esperar
Atividades para todos
A Semana Nacional sobre Migrações e Refúgio: diálogo intercultural e (re)construção de futuros dignos em São Leopoldo será realizada até 20 de junho. O evento ocorre no saguão da biblioteca da Unisinos e é aberto ao público. A inscrição é gratuita e pode ser feita no site de eventos da universidade.
Entre os convidados estão: a presidente da Associação Haitiana no Brasil, Anne Bruneau; a coordenadora do curso Português como Língua de Acolhimento (PLAc) realizado pelo programa Tarin/ Unisinos, com a parceria da Sedhu, Graziela Andrighetti; e o secretário de Direitos Humanos de São Leopoldo, David Santos.
“Nós temos toda uma semana de programação, com atividades, tanto para migrantes, como para a população em geral”, ressaltou Vilene.
Confira a programação:
Segunda-feira (16):
19h – Mesa de Abertura Migrações no contexto brasileiro: educar para futuros dignos
Terça-feira (17):
8h30 às 11h45 – Empregabilidade e acesso à cidade e seus serviços
19h às 22h – Conferência e debate público: Processos de Regularização Migratória no contexto brasileiro: direitos e deveres para acesso à cidade.
Quarta-feira (18):
8h30 às 11h45 – Saúde e Migração em Diálogo: Construindo práticas de acolhimento
19h às 22h – Oficina: Construindo Cidades Acolhedoras com Migrantes e Refugiados nas escolas
Sexta-feira (20):
19h às 21h – Dia Mundial do Refugiado: encontro com migrantes do TARIN
Feira intercultural
Além da programação na Unisinos, na quarta-feira (18), das 9h às 16h, acontece a feira intercultural, nas pirâmides do Largo Rui Porto. O evento contará com representantes da aldeia indígena caingangue Por Fi Ga, Expo Black e apresentações artísticas. “A ideia é de uma experiência intercultural na feira”, concluiu Vilene.