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SÃO LEOPOLDO

Praça do Imigrante de São Leopoldo recebeu Ação Verão Pop

Mobilização presta ajuda a pessoas em situação de rua

Publicado em: 27/02/2026 às 16h:55 Última atualização: 27/02/2026 às 16h:56
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A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de São Leopoldo realizou, nesta sexta-feira (27), a Ação Verão Pop, uma mobilização conjunta com as demais pastas da Prefeitura em apoio às pessoas em situação de rua, na Praça do Imigrante. De acordo com o Prefeito Heliomar Franco, no início da gestão, em janeiro de 2025, a população de pessoas em situação de rua era de quase 400 pessoas, e que atualmente é menos de 50.

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Na ação realizada nesta sexta-feira na Praça do Imigrante, foram disponibilizados diversos serviços, entre eles aferição de pressão, o Banco do Agasalho para doação de roupas, o consultório de rua com  testes rápidos, vacinas e exames que podiam ser feitos na hora. Além disso, a Secretaria de Desenvolvimento Social fez a emissão de currículos, encaminhamentos para a emissão da 2ª via de documentos e para entrevistas de trabalhos.

A secretária de Desenvolvimento Social e primeira-dama, Simone Dutra, reforçou que como São Leopoldo é uma cidade onde a rodoviária fica próxima à BR-116, nos finais de semana aparecem novas pessoas em situação de rua e usuários. “O Centro Pop faz um diagnóstico para entender de onde essas pessoas são, se têm vínculos com Centros de outros municípios e faz contato para que retornem à suas cidades de origem. Se é daqui, é verificado se é usuário de drogas para ser encaminhado ao CAPS, se tem familiares, é feito todo um passo a passo para acompanhar essas pessoas.”

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“Todos os que estiveram aqui presentes já receberam algum tipo de oportunidade, seja de emprego ou de documentação”, disse Simone.

Fortalecer vínculos

Conforme o prefeito, ação é uma maneira de fortalecer os vínculos com as pessoas da cidade, e que é quebrado o distanciamento entre as pessoas nessa situação no momento em que a gestão vai para a rua. “O serviço hoje está sendo feito na Praça do Imigrante, então os frequentadores, sejam eles cidadãos comuns ou em situação de rua, vão encontrar o serviço público à disposição delas. Dessa forma a gente consegue aproximar esses mundos, porque algumas dessas pessoas são até invisíveis para a população que circula por aqui.”

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Para Heliomar, quando é mostrado que essas pessoas têm importância, e que a vida dela tem valor, as coisas começam a mudar. “Os serviços e ferramentas que temos para colocar à disposição dessas pessoas, hoje é um dos mais completos do Rio Grande do Sul. A gente não quer perpetuar as pessoas em situação de rua, pelo contrário, queremos fazer a travessia delas, para que elas recebam a orientação para conseguir um serviço e evoluam e saiam dessa condição indigna que é estar pelas ruas.”

Números

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Conforme os dados apresentados pelo Centro Pop, de janeiro de 2025 a dezembro de 2025 foram:

– 10.531 atendimentos realizados 

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– 1.959 acessos

– 737 usuários atendidos, deles 210 domiciliados

– 326 encaminhados ao mercado de trabalho

– 1.823 abordagens sociais realizadas

– 625 usuários abordados sem repetição

Superação

Um exemplo de superação é o casal Marcelo da Silva Martins, 42 anos, e Suelen Aline de Abreu, 33 anos, que atualmente conseguiram uma casa, onde moram há oito meses, graças à ajuda que receberam da pasta e do Centro Pop, pelo Aluguel Social. “A gente estava morando debaixo da linha do trem, no estacionamento da Justiça do Trabalho, e ficaram quatro meses insistindo em nós, para sairmos dali. Teve até ordem de despejo, mas a gente não ia sair”, contou Marcelo.

Suelen e Marcelo foram ajudados pelo Centro Pop



Suelen e Marcelo foram ajudados pelo Centro Pop

Foto: Eduardo Zanotti/Especial

De tanta insistência, o casal cedeu e aceitou a ajuda do Centro Pop, conseguiu refazer seus documentos e Suelen voltou a receber o auxílio que estava trancado. “Nós só temos a agradecer, pois só evoluímos desde então, já faz quase um ano que estamos com a nossa casinha e estamos adquirindo as nossas coisas, nosso fogão, e fora o que formos conquistando ao longo desse ano”, disse Marcelo.

Atualmente Marcelo trabalha fazendo bicos, porém está parado pois foi diagnosticado com tuberculose e Suelen trabalha vendendo balas nos semáforos. “Assim nós conseguimos nos manter, não passamos mais fome, também recebemos uma cesta básica por mês. Eu estava em situação de rua há mais de 10 anos, entre idas e vindas, não me adaptava em lugar nenhum, mas agora me adaptei, a Suelen estava há um ano e meio na rua, então para ela foi mais tranquilo.”

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