As ocorrências de violência contra a mulher nos meses de janeiro e fevereiro da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) tiveram um aumento de 7,55% de 2024 para 2025. Em 2024, o primeiro bimestre somava 530 ocorrências e em 2025 este número subiu para 570 no mesmo período.

Foto: Divulgação/GCM
Por sua vez, as prisões da Deam nesses dois meses tiveram um aumento de 51,72 % entre 2024 e o mesmo período em 2025. No ano passado, foram 15 prisões em janeiro e 14 em fevereiro, totalizando 29 neste período. Já neste ano, foram 23 em janeiro e 21 em fevereiro, somando 44.
Outro número que aumentou foi o de descumprimentos de medidas protetivas. Enquanto os dois primeiros meses de 2024 registraram 30 violações, o mesmo período em 2025 registrou 74, equivalendo a um aumento de 146,46 %.

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Ronda Lilás completa um ano de atuação
Justamente com o objetivo de reduzir as ocorrências causadas por descumprimentos de medidas protetivas, a Guarda Civil Municipal (GCM) iniciou, em abril de 2024, as atuações da Ronda Lilás. O projeto, criado pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Comunitária (Semusp), com apoio técnico da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres (Sepom) e do Centro de Referência para Atendimento a Mulheres em Situação de Violência (Centro Jacobina), visa a visitar, fiscalizar, proteger, prevenir, monitorar e acompanhar vítimas encaminhadas pela Rede de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres.
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De acordo com a inspetora da Ronda Lilás, Fernanda Mosmann, a aprovação da lei completou um ano na quinta-feira (13). “Com 11 meses da atuação, já atendemos mais de 350 vítimas de violência doméstica. Atualmente estamos com 180 medidas protetivas ativas, totalizando 3.200 visitas às mulheres atendidas pela Ronda Lilás.
Pedidos de ajuda tem sido mais frequentes
A coordenadora do Centro Jacobina, Patrícia Oliveira, observa que o aumento no número de prisões e registro de ocorrências não necessariamente significa um aumento nos casos de violência. “O que potencializou muito foi a procura por ajuda. Isso foi muito significativo, a gente tem percebido que as mulheres têm buscado mais ajuda, têm tido mais coragem, devido a campanhas e à informação”, explica.
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Quanto aos descumprimentos de medidas protetivas, Patrícia afirma que parte de ambos os lados e pode envolver ameaças. “Vejo que muitas vezes a mulher ainda se sente coagida, se sente acuada e é forçada por diversas estratégias a quebrar aquela medida protetiva. Quando o casal tem filhos, muitas vezes o agressor usa os filhos para obrigá-la a falar com ele e quebrar aquela medida”, descreve.
Atuação do Centro Jacobina
O Centro Jacobina tem como objetivo fornecer apoio às vítimas de violência contra a mulher. Sem a exigência de registro de boletim de ocorrência (B.O)., o local oferece orientação jurídica e psicossocial para as mulheres que passam por situações de violência.