Os Professores municipais de São Leopoldo, farão, nesta quarta-feira (13) uma paralisação das atividades nas escolas, além disso, será realizado um ato político em frente à prefeitura. Ação é devido à falta de acordo na negociação de aumento salarial da categoria. Decisão foi tomada após assembleia geral do Sindicatos dos Professores Municipais Leopoldenses (Ceprol), realizada na última semana.
Às 10h, será feita a concentração em frente à Prefeitura; às 11h inicia o ato; às 12h será feita uma caminhada pela educação, na Rua Independência; e às 14h ocorrerá mais uma mesa de negociação com o governo. Na quinta-feira (14) está marcado, para as 18h, uma assembleia com a categoria para discutir o resultado da reunião. O encontro será realizado no auditório do Colégio São Luís.

Foto: Diego da Rosa
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Segundo levantamento do Ceprol, cerca de 90% das escolas da rede municipal aderiram à paralisação. Destas, 25 escolas suspendem totalmente as atividades e 21 aderem parcialmente.
De acordo com a presidente do Ceprol, Cristiane Mainardi, a categoria já fez diversas negociações com a prefeitura, porém, segundo ela, o governo insiste na menor inflação, de 3,77% parcelado. “O Fundeb recebeu ajuste de 7,1%, o piso nacional do magistério é 5,44%, então nós estamos acima do piso do magistério, para 40 horas, apenas em R$ 4,00. Isso significa que, se não tivermos um reajuste, o mínimo do piso nacional, os nossos salários estarão defasados e abaixo do piso novamente no próximo ano.”
Conforme a presidente, as professoras estão vivendo diversas situações nas escolas, que estão dando conta da educação, tentativas de inclusão de qualidade, e violência. “Todos os dias nós temos professoras que estão apanhando, sofrendo violências físicas, psicológicas e mal dos estudantes e das famílias.”
“A realidade da educação está muito difícil, então o que nós estamos pedindo é o mínimo de valorização profissional. É um reconhecimento nos nossos salários deste trabalho que a gente faz, mesmo com as péssimas condições e com todo esse cenário que estamos vivendo na educação”, afirmou Cristiane.
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Movimento
Cristiane explicou que a categoria decidiu fazer esse movimento, que vai além da reivindicação de salários, mas é a defesa da educação e por valorização profissional do magistério. “É um movimento que estamos chamando a sociedade para estar junto conosco, vir exigir que tenha investimentos na educação, em estrutura, recursos humanos, valorização salarial das professoras, pois quem vai querer estar em um ambiente insalubre, sem condições de trabalho e ainda com baixos salários?”
Prefeitura
Em nota, a Prefeitura de São Leopoldo, por meio da Secretaria de Educação, informa que, em razão da paralisação definida em assembleia pelo Ceprol, para esta quarta-feira, cada unidade escolar da rede municipal terá autonomia para definir sua adesão ao movimento, podendo ocorrer de forma parcial ou integral.
A pasta reforça que está acompanhando a situação junto às equipes diretivas das escolas e destaca que, conforme determina a legislação vigente, o dia letivo e a carga horária eventualmente afetados serão recuperados posteriormente, garantindo o cumprimento do calendário escolar e o direito à aprendizagem dos estudantes.
A Secretaria orienta que as famílias acompanhem os canais oficiais de comunicação das escolas para obter informações específicas sobre o funcionamento de cada unidade.