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EDUCAÇÃO

Professores municipais de São Leopoldo decidem paralisar no dia 13

Em assembleia na noite desta segunda-feira, categoria rejeitou proposta do governo

Publicado em: 04/05/2026 às 20h:27 Última atualização: 04/05/2026 às 20h:27
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Em assembleia geral, realizada na noite desta segunda-feira (4), o Sindicato dos Professores Municipais Leopoldenses (Ceprol), rejeitou, pela segunda vez, a proposta de reajuste de 3,77% (INPC) parcelado em três vezes, da Prefeitura de São Leopoldo, e aprovou nova contraproposta. Além disso, a categoria decidiu por uma paralisação das atividades das escolas no dia 13 de maio.

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Professores municipais de São Leopoldo decidem paralisar no dia 13



Professores municipais de São Leopoldo decidem paralisar no dia 13

Foto: Ceprol/Divulgação

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De acordo com o Ceprol, a categoria compreende que a proposta da administração municipal desrespeita a luta das professoras e é uma postura inflexível na negociação por parte do governo. Na assembleia foi aprovada a contraproposta no reajuste do Fundeb, no valor de 7,1%, o mesmo percentual no Programa de Alimentação e o Plano de Saúde acessível com contrapartida da prefeitura.

Além da paralisação, a assembleia deliberou o uso da tribuna na Câmara de Vereadores no dia 12 de maio e campanha em defesa da Valorização Docente.

Reunião com a prefeitura

O Ceprol realizou, junto à prefeitura de São Leopoldo, mais uma mesa de negociação para discutir o reajuste salarial, na tarde desta segunda-feira. Na reunião o governo apresentou a mesma proposta de reajuste parcelado que a Comissão de Negociação e Assembleia já haviam rejeitado na semana passada, quando houve outra negociação, com mudança apenas no Programa de Alimentação. Durante a reunião, cerca de 100 professores realizaram uma vigília em frente ao prédio da prefeitura.

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Conforme o Ceprol, foram apresentadas as propostas de reajuste de 3,77% (INPC) em duas parcelas: 1,89% em abril e 1,88% em outubro (diferença do retroativo a abril em dezembro); e no programa de alimentação com 3,77% de reajuste (R$29,85 a mais). Além disso, não houve proposta no plano de saúde.

Para a presidente do Ceprol Cristiane Mainardi, a proposta apresentada pela prefeitura é descolada da realidade que se vive nas escolas e das necessidades da categoria do magistério, uma vez que insiste em um reajuste já rejeitado pela comissão de negociação, sem qualquer avanço avanço significativo ou valorização profissional. “Reciclar uma pauta recusada, sob o pretexto de negociação é desrespeitoso com a categoria.”

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De acordo com o secretário da Fazenda, Roberto Calazans, o Ceprol foi convidado pela prefeitura para analisar os dados do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. Atualmente, a folha do magistério sozinha é de R$ 196,1 milhões anuais, o equivalente a 99,9% do Fundeb. Aplicando o percentual de reposição, a projeção é que chegue a R$ 237 milhões apenas para essa categoria.

Segundo o secretário, a gestão está abrindo todas as informações e trabalhando com total transparência. “Nossa situação fiscal é clara e, como a maioria dos municípios, temos uma margem restrita para elevação da despesa com pagamento de pessoal e estamos oferecendo um percentual superior ao crescimento do Fundeb, que em 2025 foi de 2,46%.”

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A proposta prevê o pagamento de 1,89% em abril e 1,88% em outubro, com acerto dos valores retroativos em dezembro. “Como no ano passado, nossa intenção é saldar o retroativo antes de dezembro”, assinalou o secretário Geral de Governo, Leonardo Klaus.

Atualmente, a administração municipal conta com 9.735 servidores na administração direta e 3.445 na indireta (Semae, Fundação Hospital Centenário, IAPS, aposentados e pensionistas).

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