O combate à violência contra a mulher ganhou mais uma ferramenta em São Leopoldo: foi sancionada a lei municipal do projeto do Banco Vermelho. O prefeito Heliomar Franco, ao lado da presidente da Câmara de Vereadores, Iara Cardoso, que fez a proposição do projeto da lei, oficializou a nova legislação.
Ela prevê a instalação dos mobiliários de cor vermelha em locais de grande circulação da cidade, para dar visibilidade à campanha, aos números da violência contra a mulher e como denunciar casos de violência doméstica.

Foto: Pedro Tesch/Prefeitura de São Leopoldo
Os bancos trarão frases de impacto, canais de denúncia e apoio, do Centro Jacobina, entre outros contatos da rede municipal de atendimento às mulheres em situação de violência, além do número da nova lei.
A lei prevê a instalação de bancos vermelhos em praças, parques, escolas, unidades de saúde e outros espaços públicos de grande circulação.
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Sem feminicídios
O prefeito Heliomar lembrou que São Leopoldo não teve feminicídio em 2025 (em 2024 foram registrados 4) e que o município vem trabalhando para se transformar em uma cidade cada vez mais respeitosa com os direitos das mulheres. “Esta iniciativa da vereadora Iara é mais uma que caminha nesta direção da gente prevenir e reprimir as ações contra as mulheres, que muitas vezes são fragilizadas pela sua situação socioeconômica e emocional, entrando em um ciclo vicioso de violência e dependência do agressor.”
Já a vereadora Iara salientou que a lei tem um caráter preventivo e pedagógico, e conta com apoio da iniciativa privada com o objetivo de conscientizar a sociedade de forma coletiva.
“As mulheres podem sim ter o auxílio da rede municipal, ninguém precisa sofrer nesta vida injustamente. Nós temos que caminhar para uma sociedade mais digna, mais humana e a conscientização é tão simbólica e tão importante.”
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Conforme a parlamentar, o projeto una simbolismo e ação prática. “Cada banco será uma marca da nossa luta e um alerta visível. Queremos que as mulheres se sintam amparadas e que os agressores entendam que São Leopoldo não tolera a violência. Estamos dizendo em alto e bom som: basta!”
A lei também autoriza o Executivo a firmar parcerias com entidades da sociedade civil, movimentos sociais e instituições de ensino para ampliar a implementação e a manutenção do projeto. Inspirado em experiências internacionais e já presentes em outras cidades, o Banco Vermelho chega a São Leopoldo como um símbolo de resistência e compromisso social.
O ato na Sala de Reuniões do Gabinete de Prefeito foi acompanhado também pelas secretárias municipais de Políticas para Mulheres, Amanda Backes Homem; de Assistência Social, Simone Dutra; de Direitos Humanos, Edite Lisboa; da coordenadora do Centro Jacobina, Patrícia Oliveira, entre outras autoridades.
Campanha já ativa no trensurb
A Trensurb também marcou a instalação dos bancos vermelhos nas estações de trem. O primeiro banco foi instalado exatamente na Estação São Leopoldo, em março deste ano, trazendo dados sobre a violência e contatos para denúncia. Também receberam o mobiliário as estações Canoas e Mathias Velho, ambas em Canoas. Segundo a Trensurb, “os bancos convidam a sentar e refletir, levantar e agir”.

Foto: Divulgação/Trensurb
Da Itália para o mundo e o Brasil
A campanha do Banco Vermelho é hoje um movimento internacional, que teria surgido há dez anos, na Itália, sob o nome La Panchina Rossa, denunciado o assassinato de mulheres. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei n.º 14.942/2024, do Projeto Banco Vermelho, incentivando ações principalmente no Agosto Lilás, mês destinado à conscientização para o fim da violência contra a mulher.