Nos trabalhos de desassoreamento de arroios em São Leopoldo, iniciados em 19 de novembro, já foram removidos cerca de 3 mil metros cúbicos de resíduos do Arroio Kruse, localizado no bairro Pinheiros.
De acordo com o secretário de Obras e Viação Tarzan Corrêa, 75% dos trabalhos no Kruse foram concluídos, e os resíduos foram encaminhados para um local separado para que possam secar, e assim serem corretamente descartados. Segundo Corrêa, o plano é que a pasta consiga remover cerca de 16 mil metros cúbicos.
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Foto: Eduardo Zanotti/Especial
Conforme o secretário, a expectativa é que os trabalhos no Kruse se encerrem na metade de dezembro, e que no Arroio João Corrêa as atividades iniciarão a partir do dia 10 de janeiro de 2026. No João Corrêa serão removidos cerca de 23 mil metros cúbicos de resíduos.
“Para a região, o desassoreamento é essencial, deveria ter em todos os arroios. A limpeza ajuda muito, já na última chuvarada não teve alagamentos tão fortes”, disse o secretário. De acordo com ele, os trabalhos de escavação foram concluídos na terça-feira (2) e os resíduos serão recolhidos a partir de quinta-feira (4).
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Limpeza dos valões
Segundo Corrêa, a partir de fevereiro de 2026 será feita a limpeza dos valões de São Leopoldo, com foco nos mais urgentes. “O principal é limpar as valas e tubulações. Em alguns lugares será necessária uma força tarefa maior.”
O secretário recordou que a prefeitura havia solicitado auxílio para o Estado para desassorear todos os arroios de São Leopoldo, porém na primeira fase do projeto, somente dois foram contemplados. “Os demais a prefeitura vai realizar a limpeza, mas temos a esperança de sermos contemplados novamente.”
Projeto Desassorear RS
A prefeitura iniciou, em 19 de novembro, o projeto estadual Desassorear RS, no qual o município foi contemplado com cerca de R$ 3 milhões para ações de desassoreamento. O programa integra o Plano Rio Grande e tem como objetivo promover a limpeza e remoção de sedimentos de arroios, canais de drenagem e sistemas pluviais.
O assoreamento é o acúmulo de sedimentos nos cursos d’água, resultado de processos naturais ou da ação humana. Esse acúmulo reduz a capacidade de retenção de água e aumenta o risco de alagamentos e enchentes.