abc+

ACIDENTES

Sapucaia teve dois acidentes com morte envolvendo ônibus em menos de um mês

Ao menos sete pessoas morreram nesta sexta-feira (4) em queda de coletivo no Vale do Taquari; casos em Sapucaia do Sul ainda são investigados

Publicado em: 04/04/2025 às 20h:10 Última atualização: 04/04/2025 às 20h:36
Publicidade

Um acidente de trânsito envolvendo um ônibus de estudantes e docentes do curso de paisagismo do Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) deixou sete mortos na manhã desta sexta-feira (4). Não é primeira vez que o Rio Grande do Sul registra fatalidades envolvendo ônibus no trânsito. 

Publicidade

Ônibus atropelou pai e filha e atingiu uma casa no dia 24 de março, no bairro Vargas



Ônibus atropelou pai e filha e atingiu uma casa no dia 24 de março, no bairro Vargas

Foto: Amanda Krohn/Especial

Além de casos em outras cidades, em Sapucaia do Sul, o município teve pelo menos dois acidentes fatais envolvendo ônibus em menos de um mês. O primeiro ocorreu no dia 6 de março, quando um ônibus desgovernado atingiu duas mulheres entre as estações Luis Pasteur e Sapucaia, levando a óbito Rosimeri Feiber da Silva, de 50 anos.

O motorista teria alegado mau súbito e o causa passou a ser investigada pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Sapucaia do Sul, que afirmou, na época, que o veículo passaria por uma perícia técnica.

Ônibus desgovernado atingiu casa e levou pai e filha a óbito

No dia 24 de março, no bairro Vargas, outro ônibus desgovernado atingiu o servidor público Toni Vanderlei, de 62 anos, e a filha Emanuelly de Souza, de apenas 5 anos, que também acabaram falecendo. O veículo, que estaria estacionado nas proximidades de uma escola, se deslocou de ré e atingiu a residência da aposentada Elsa Soares de Oliveira, de 71 anos.

Conforme relato do motorista à polícia, ele estaria fora do veículo quando ouviu um “barulho de ar” e tentou, em vão, segurá-lo para impedir a fatalidade. A causa deste acidente também é investigada pela Polícia Civil. O caso foi motivo de protesto nesta terça-feira (1º), quando a família carregou camisetas com a foto de Emannuelly, em memória às vítimas e reivindicando respostas sobre a investigação.

Publicidade

A equipe de reportagem entrou em contato com a advogada Roberta Gomes, que atende as famílias afetadas pelos dois casos em Sapucaia do Sul. Ela afirma que já solicitou acesso ao inquérito de ambos, mas o pedido foi negado. A redação também tentou entrar em contato com a delegacia, mas não obteve um retorno até o horário de fechamento desta reportagem.

Publicidade