A Unisinos deu início a programação voltada a 17.ª Semana do Meio Ambiente. A iniciativa ocorre entre os dias 1. e 9 de junho, com o objetivo de conectar sustentabilidade, conscientização ambiental e debates sobre os desafios climáticos atuais. Entre os destaques da edição deste ano está a campanha de coleta de resíduos eletroeletrônicos e papel para reciclagem, aberta à comunidade em geral, além de discussões sobre temas ambientais e de saúde pública, como mudanças climáticas e a influenza aviária.
Entre as atividades também está a exposição “Animais do Rio Grande do Sul”. A iniciativa é uma parceria com o Laboratório de Zoologia da Unisinos e se encerra nesta quarta-feira (3). De acordo com a laboratorista do Laboratório da História da Vida e da Terra (Lavigea) e Museu de História Geológica do Rio Grande do Sul (Mhgeo), Gabriela da Rosa Corrêa um dos objetivos é mostrar um pouco do acervo que tem na universidade em parceria com outros espaços. “O laboratório de Zoologia trouxe os animais taxidermizados, e o Lavigea junto ao Mhgeo montou a exposição e mostrar a biodiversidade ao longo do tempo no nosso Estado.”
Conforme Gabriela, outro objetivo da exposição é mostrar o quanto da degradação da natureza acaba prejudicando as populações desses animais. “Isso nos acarreta muito ao sentido das mudanças climáticas, pois se a gente acaba com com a biodiversidade e prejudica o meio ambiente. Degradar a natureza também traz as consequências das mudanças climáticas, como as enchentes.”
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Na exposição os animais contavam com plaquinhas informativas que trazem dados sobre eles e o grau de ameaça de extinção, além de dados que apontam como esse cenário pode se tornar possível. “A partir dessa conscientização conseguimos pensar o quão interessante seria poder ver eles na natureza e refletir de o porque essas populações estão diminuindo e qual o papel do ser humano nesse processo”, afirmou Gabriela.
A exposição vai até esta quarta-feira (3), sendo realizada concomitantemente com a 33.ª Mostra Unisinos de Iniciação Científica e Tecnológica. “A ideia é levar ela para o Mhgeo, que também fica dentro da universidade e mantê-la, por mais um tempo para que a comunidade possa visitar acompanhar de forma gratuita”, disse Gabriela.
Visitantes
Para funcionária da Agência de Comunicação Experimental da Unisinos – Agexcom, Cristiane Rodrigues Herold, a exposição traz características e informações de animais que ela não sabia que existiam no Estado. “É bonito prestigiar esses animais e conhecer mais sobre eles, que vivem em regiões específicas do Estado,. é importante trazer essa história e valorizar os cursos que estudam o meio ambiente.”
“Essa exposição traz a oportunidade de ter esse contato com esses animais que são tão culturais. Sem isso, não teria outra forma de conhecê-los”, disse a aluna Isabelle Menna Focking.
“A exposição incentiva as pessoas a terem mais conhecimento. É um incentivo para a biologia e uma forma de crescer como pessoa. Traz reflexões sobre a natureza”, disse o biólogo Ivan Pedro Freitas.
Coleta de Resíduos eletroeletrônicos
De 1.º a 5 de junho, a Unisinos realiza a coleta de resíduos nos campi São Leopoldo e Porto Alegre e no Prédio de Laboratórios, incentivando o descarte correto de materiais e a redução dos impactos ambientais causados pelo acúmulo inadequado de lixo eletrônico e papel.
Segundo o professor do Programa de Pós-Graduação de Engenharia Civil e responsável pelo Sistema de Gestão Ambiental da Unisinos, Marcelo Oliveira Caetano, a ação é aberta à comunidade, para que todos tenham um lugar adequado para descartar seus resíduos eletrônicos. “Se esse material é jogado em lugares inadequados, como no solo ou no lixo comum, ele para nos aterros ou em beiras de rios. Aqui a gente consegue fazer uma mobilização para conseguir recuperar esse material, pois possui muito material pesado que pode contaminar o meio ambiente.”

Foto: Eduardo Zanotti/Especial
O professor explicou que atualmente o potencial de reciclagem de resíduos é muito pequeno. “Estamos falando de 6% a 10%. O total de resíduos que temos reciclado ainda é muito pequeno, mas esse potencial pode ser maior.”
Conforme o professor, a ideia é conseguir recuperar o máximo de produtos para que não sejam descartados mais materiais na natureza e evitar a extração de recursos naturais. “Isso a gente chama de economia circular. Usamos o material, descartamos, recolhemos, colocamos no mercado de novo, reutilizamos e assim por diante. Não volta para o meio ambiente e não retira da natureza.”
Resíduos que estão sendo coletados
Aparelhos de som, caixas de som, calculadoras, celulares, carregadores, cafeteiras, chaleira elétrica, CPUs, CDs/DVDs/Disquetes, estabilizadores, fios/cabos, forno elétrico, fontes de micro, lâmpadas led, liquidificadores, micro-ondas, modem, monitores, mouses, no-breaks, notebooks, placas diversas, roteadores, HD’s, impressoras, scanners, servidores, teclados, televisores e telefones.
33ª Mostra Unisinos de Iniciação Científica e Tecnológica
Junto à exposição está ocorrendo a 33.ª Mostra Unisinos de Iniciação Científica e Tecnológica. O principal objetivo do evento é promover a troca de conhecimentos entre estudantes de diferentes níveis da universidade, incluindo alunos de instituições de Ensino Superior e escolas de Ensino Médio, no âmbito da promoção da ciência, pesquisa, tecnologia e inovação.
Para a estudante de biologia da Unisinos, Alessandra Iraci do Amaral, 23 anos, a mostra é muito importante, pois permite que o aluno entre no mundo das pesquisas. “Pode não ser uma feira muito grande, mas nos leva a percorrer esse caminho.”
O estudante da Escola Técnica Estadual Frederico Schmitd, Diogo Ferreira, 15 anos, acha que a feira é muito importante para as pessoas que têm interesse na ciência. “Muitos não tiveram a oportunidade de conhecer ou participar de uma feira, essa é uma grande oportunidade.”