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SITUAÇÃO PREOCUPA

VÍDEO: Com o baixo nível do Rio dos Sinos, moradores da região atravessam leito caminhando

Em alguns trechos, como entre o bairro Porto Blos e a Barrinha, a profundidade do rio é de pouco mais de um metro

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 06/02/2025 às 20h:35 Última atualização: 06/02/2025 às 20h:36
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O Rio dos Sinos, um dos principais cursos d’água do Vale do Sinos, enfrenta uma das piores baixas de nível dos últimos anos em Campo Bom. Em alguns trechos, como entre o bairro Porto Blos e a Barrinha, a profundidade do rio é de pouco mais de um metro, permitindo que moradores atravessem caminhando. O cenário levou o Comitê Sinos a suspender, desde a última quarta-feira (5), a captação de água para produção rural, priorizando o abastecimento da população.

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"No verão é sempre assim": Cláudio Corrêa, morador do Porto Blos, estava no meio do rio lavando o caico na tarde desta quinta-feira (6)  | abc+



“No verão é sempre assim”: Cláudio Corrêa, morador do Porto Blos, estava no meio do rio lavando o caico na tarde desta quinta-feira (6)

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

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A situação é crítica para produtores rurais e arrozeiros que dependem da água do rio para irrigação. Com a proibição em vigor, a única captação permitida é a realizada pelas companhias de abastecimento para garantir o fornecimento às residências. Na quarta-feira (5), o nível do rio estava abaixo de 1,2 metros, tornando inviável qualquer retirada adicional de água para a lavoura.

A seca contrasta com o cenário de maio de 2024, quando Campo Bom foi uma das cidades atingidas pelas enchentes que elevaram o nível do Rio dos Sinos a patamares históricos. Nos últimos dias, quem visita o local se depara com um ambiente completamente diferente: o fundo do rio está exposto, revelando acúmulo de sujeira e troncos presos nos pilares da ponte que dá acesso ao bairro Barrinha. Além disso, áreas que normalmente ficariam submersas agora podem ser percorridas a pé, sem qualquer contato com a água.

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O morador do Porto Blos, Cláudio Corrêa, exemplifica bem essa situação. Na tarde desta quinta-feira (6), ele estava dentro do rio limpando seu caíco e, mesmo no meio do leito, a água batia apenas na altura da cintura. Corrêa tem cerca de 1,6 metros de altura. “Essa situação se repete a cada verão, com exceção de 2024, quando tivemos muita chuva desde o final de 2023. Mas agora voltou com força por causa da falta de chuvas”, relata.



Previsão de mais seca preocupa moradores

Apesar da chuva registrada na região entre a noite de quarta-feira (5) e a manhã de quinta-feira (6), o volume não foi suficiente para reverter o quadro de estiagem. Moradores como Ademir Soares, que vive na Barrinha e acompanha de perto a realidade do rio, temem que a situação se agrave nos próximos dias.

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“Se ficarmos mais uma semana sem uma chuva expressiva, corremos o risco de ver o rio numa situação jamais vista. O nível já está muito baixo e, se continuar assim por muito tempo, pode chegar a secar quase por completo, restando apenas uma lâmina fina de água”, alerta.

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