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Obras de elevação dos diques são retomadas em São Leopoldo

Diques da Brás e Vicentina já foram elevados, faltando o da Campina

Publicado em: 06/02/2025 às 14h:18 Última atualização: 06/02/2025 às 16h:50
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As obras de elevação dos diques de São Leopoldo foram retomadas nesta terça-feira (4), com a continuidade da elevação do dique do bairro Campina. A ampliação, que na gestão anterior seria de 50 centímetros, agora será de cerca de 80 centímetros em dois quilômetros, conforme anúncio do prefeito Heliomar Franco nas redes sociais.

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De acordo com a atual gestão da prefeitura de São Leopoldo, os diques da Vila Brás, no bairro Santos Dumont, e do bairro Vicentina já foram elevados.

Na foto, Tarzan Corrêa, o prefeito Heliomar e um dos representantes da empresa Construsinos



Na foto, Tarzan Corrêa, o prefeito Heliomar e um dos representantes da empresa Construsinos

Foto: Divulgação/Prefeitura de São Leopoldo

“Essas elevações são consideradas um reperfilamento da crista dos diques, que sofreu impactos significativos devido ao transbordamento do Rio dos Sinos”, explica o secretário municipal de Obras e Viação (Semov), Rogério da Silva Corrêa (Tarzan), por meio da Superintendência de Comunicação (Scom). “Não há uma previsão de finalização, mas a gestão está unindo esforços para acelerar essas obras que são prioridade do governo”, prossegue.

Tarzan comenta, ainda, que a obra não recomeçou mais rápido devido a questões financeiras e administrativas. “Não havia uma centralização de ações, há muitos serviços sem prestação de contas, obras que tiveram empenho cancelado, como o Dique da Campina por exemplo, sem a explicação devida”.

O que já foi feito

As obras, que são de caráter emergencial, começaram por um trecho de 3,2 quilômetros pelo dique da João Corrêa, no bairro Vicentina, cuja finalização ocorreu em novembro de 2024. Neste mesmo mês, as equipes começavam a trabalhar na elevação do dique da Vila Brás, no bairro Santos Dumont. Em dezembro, começaram os trabalhos no dique do bairro Campina.

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De acordo com o secretário Tarzan, foram aportados, através do governo federal, conforme aprovação da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), R$ 2.397.167,07 para o restabelecimento natural dos taludes do dique Vicentina e R$ 4.282.458,02 para o dique Brás, ambos já concluídos. Já para o dique da Campina, Corrêa afirma que foram usados recursos de financiamento da prefeitura.

Ex-prefeito nega cancelamento de empenhos

Procurado pela reportagem, o ex-prefeito Ary Vanazzi nega ter cancelado os empenhos referentes às obras de elevação do dique da Campina. “Não cancelei os empenhos. Bastava acionar a empresa para a retomada dos trabalhos. Os recursos estavam garantidos pelo Finisa (Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento, da Caixa Econômica Federal).”

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Laurinda da Silva mostra a rachadura no dique que preocupa moradores da Vila Brás



Laurinda da Silva mostra a rachadura no dique que preocupa moradores da Vila Brás

Foto: Amanda Krohn/Especial

Rachadura no dique da Vila Brás preocupa

Uma rachadura no dique da Vila Brás tem preocupado os moradores do bairro Santos Dumont desde o início deste ano. O soldador Elói Fozenpanski, de 51 anos, mora no bairro e viu sua casa ser completamente submersa na enchente de 2024. Aflito e com medo de que a situação se repita, ele procurou a redação do Jornal VS em busca de ajuda.

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“Minha casa foi atingida até o telhado. Por isso estou preocupado, perdi tudo”, desabafa. “Estamos pedindo ajuda agora, antes que aconteça outra vez. Nós, moradores do bairro, estamos apavorados com isso”, continua Elói.

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A dona de casa Laurinda da Silva Villar, de 50 anos, que mora praticamente em frente a um dos trechos do dique, não tira de sua mente a imagem da inundação em sua casa. “A água foi até o teto. Eu perdi tudo. Se vier outra enchente de novo, não tem como ficar aqui”, afirma, contando que foi nisso que pensou quando notou a rachadura na estrutura.

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Vistoria e busca de recursos

A Prefeitura de São Leopoldo afirma, por meio da Superintendência de Comunicação (Scom), que o Município já está tomando providências a respeito da situação. “Assim que assumiu, a nova gestão foi de imediato verificar e solicitou um laudo técnico sobre o problema.”

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O órgão acrescenta que a solução será definida a partir do resultado do laudo. Por meio de uma vistoria técnica realizada durante este mês, “foi avaliado preliminarmente um trecho de aproximadamente dois quilômetros, onde foi verificada uma erosão formada na parte do dique que foi construída ainda no ano passado, pós-enchente”.

Ainda não havia uma previsão de data para o início das obras. Conforme a Prefeitura, os recursos para esta obra deverão ser buscados pela nova gestão.

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