Uma vaquinha virtual criada para ajudar o alpinista Agam, que liderou o resgate do corpo de Juliana Marins, a brasileira que caiu em vulcão na Indonésia, foi cancelada pelos organizadores.
O valor arrecadado para o voluntário que atua no Monte Rinjani foi de R$ 522.305,53. Sob a taxa de 20%, os organizadores receberiam R$ 104.461,11 do total das doações.

Foto: Reprodução
Contudo, a campanha foi interrompida após internautas questionarem o alto valor de taxa administrativa. A plataforma que justificou que a taxa faz parte do seu modelo de operação completo, que inclui curadoria, verificação, produção de conteúdo, comunicação estratégica e gestão jurídica e financeira das campanhas.
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Decisão de cancelamento da vaquinha
A decisão de encerrar a vaquinha e devolver o dinheiro aos doadores foi anunciada no domingo (29). As quantias devem ser ressarcidas a partir desta segunda-feira, afirmam os organizadores.
A devolução será processada automaticamente pelos meios de pagamento originais usados nas doações, sem necessidade de solicitação por parte dos contribuintes, diz a plataforma. Segundo informações do g1, o processo respeitará os prazos específicos de cada meio de pagamento usado pelos doadores.
A taxa administrativa, embora informada no site da Voaa, gerou desconforto entre os participantes e acabou desviando o foco da iniciativa solidária, dizem os organizadores.
Eles alegam que se tornaram alvo de ataques, ameaças e mensagens de ódio nas redes sociais, o que também contribuiu para a decisão de cancelamento.
Em comunicado oficial, a Voaa explicou detalhadamente os motivos do cancelamento: “A Voaa nasceu da vontade genuína de transformar histórias reais e necessidades urgentes em solidariedade prática. Ao longo desses anos, nossa missão sempre foi marcada pela transparência absoluta, responsabilidade social e respeito profundo aos nossos beneficiários e doadores”.
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Comentários
Inúmeros comentários de seguidores da página e doadores reclamaram do cancelamento. “Preferem devolver o valor e não ajudar o Agam, do que abrir mão dos 20%. Isso prova que nunca foi pela caridade e sim pelo lucro.” Outro descreve a medida como uma “Tremenda falta de respeito”.
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Veja a nota na íntegra:
“A Voaa nasceu da vontade genuína de transformar histórias reais e necessidades urgentes em solidariedade prática. Ao longo desses anos, nossa missão sempre foi marcada pela transparência absoluta, responsabilidade social e respeito profundo aos nossos beneficiários e doadores.
Sobre a vaquinha destinada ao Agam (o guia que resgatou o corpo da brasileira Juliana Marins no Monte Rinjani), esclarecemos que:
Decidimos pelo cancelamento imediato da campanha, com a devolução integral e automática das doações realizadas até aqui.
Nos últimos dias, a Voaa, o Razões para Acreditar e outras pessoas envolvidas com a história tornaram-se alvo de ataques, ameaças, informações falsas e mensagens de ódio. Reconhecemos com humildade que, neste momento, a discussão em torno da ‘Vaquinha do Agam’ desviou a atenção da essência da campanha e, principalmente, da história que desejávamos apoiar.
Ainda que seja uma decisão difícil, entendemos que o caminho mais transparente neste momento é cancelar a campanha e devolver integralmente as doações em respeito ao Agam e a cada doador.
Tomamos essa decisão após muitos questionamentos relacionados à nossa taxa administrativa de 20%, que, apesar de comunicada em nosso site desde o início, gerou desconforto em algumas pessoas. Reconhecemos que a comunicação nesta história poderia ter sido mais clara.”