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Quem é o alpinista que liderou buscas por brasileira achada morta na Indonésia

Juliana Marins foi encontrada após cinco dias de buscas no Monte Rinjani

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Publicado em: 25/06/2025 às 18h:03
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Alpinistas voluntários liderados por Agam Rinjani localizaram a brasileira Juliana Marins, que caiu aproximadamente 500 metros em um penhasco no Monte Rinjani, na Indonésia. A operação de busca foi concluída nesta quarta-feira (25), após cinco dias de trabalho intenso em condições extremas. A jovem de 26 anos, natural de Niterói, sofreu o acidente na última sexta-feira enquanto realizava um mochilão pela Ásia.

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Quem é o alpinista que liderou buscas por brasileira na Indonésia

A mobilização para encontrar Juliana começou logo após o acidente. Durante a subida ao vulcão, em um trecho íngreme da trilha, a jovem parou para descansar enquanto o guia seguiu adiante. Quando o guia notou sua ausência, ela já havia caído em um penhasco profundo.

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Agam Rinjani liderou buscas por Juliana Marins na Indonésia | abc+



Agam Rinjani liderou buscas por Juliana Marins na Indonésia

Foto: Reprodução/Redes sociais

O acidente ocorreu em terreno perigoso, caracterizado por pedras soltas, areia vulcânica e vegetação densa. Juliana iniciou a trilha para o cume do vulcão durante a madrugada de sexta-feira, quando sofreu a queda.

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A brasileira foi localizada na região de Cemara Nunggal, em altitude entre 2,6 mil e 3 mil metros. O Monte Rinjani, localizado na ilha de Lombok, é um vulcão ativo que pode ultrapassar 3,7 mil metros no cume. O terreno onde ocorreu o acidente é formado por camadas instáveis de cinzas vulcânicas, areia grossa e fragmentos de rocha.

Não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde de Juliana após sua localização, nem detalhes sobre como seria realizada sua remoção do local de difícil acesso. Também não há informações sobre as circunstâncias exatas que levaram ao acidente fatal ou sobre procedimentos para repatriação.

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As primeiras imagens de Juliana foram captadas por drones operados por turistas malaios que desciam o vulcão quando ocorreu o acidente, sendo fundamentais para localizar a brasileira e auxiliar sua família.

Agam Rinjani, que possui mais de 400 mil seguidores no Instagram e é conhecido por suas expedições em Lombok, manifestou-se nas redes sociais: “Meus sentimentos pela morte da montanhista brasileira. Não pude fazer muito, só consegui ajudar desta forma. Que suas boas ações sejam aceitas por Deus. Amém!”

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Inicialmente, alguns internautas brasileiros criticaram a postura de Agam, confundindo-o com um membro oficial de resgate, o que levou uma usuária a esclarecer: “Pessoal, eles são voluntários, não estão recebendo nada para estar lá e estão arriscando a própria vida pelo resgate da Juliana. Tenham respeito e, acima de tudo, gratidão pelo trabalho difícil e solidário que eles estão realizando”. Outros classificaram os voluntários como “heróis” por seus esforços nas encostas perigosas do vulcão.

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Além de Agam, outros voluntários se destacaram nas buscas: os guias Dwi Januanto Nugroho e Syamsul Padhli Otonk, experientes na região de Lombok; o montanhista Furqan Renggoo; e Surya Sangar Rinjani, dedicado à segurança e resgates em ambientes de montanha.

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A organização comunitária envolvida no resgate publicou uma mensagem nesta quarta-feira anunciando o fim da operação: “MISSÃO COMPLETA! Obrigado pelas orações e pelo apoio à operação SAR Monte Rinjani durante 5 dias.”

O guia Dwi Januanto Nugroho, um dos voluntários nas buscas, dedicou a canção “Aku dan Rinjani” à família da brasileira, declarando: “Espero que a família de Juliana Marins no Brasil aceite a oferta da música. Entre as várias mensagens, a história de Juliana nos braços de Rinjani despertou fortes valores de humanidade: coragem, cuidado, sinceridade e união. Minhas orações sempre para a alpinista Juliana Marins. Obrigado por sua dedicação e luta, companheiros de equipe”.

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Os voluntários enfrentaram temperaturas negativas, visibilidade quase nula e a ameaça constante de deslizamentos durante as buscas. O Monte Rinjani teve pelo menos quatro grandes explosões na última década, sendo a mais recente em 2016.

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