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ME POUPE!

VÍDEO: Além do consumo doméstico, "água invisível" eleva pressão sobre recursos hídricos

Dados revelam que hábitos cotidianos e ferramentas digitais geram impacto hídrico

Publicado em: 26/02/2026 às 11h:38 Última atualização: 26/02/2026 às 14h:14
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Quando se fala em economizar água, a maioria das pessoas pensa logo em fechar a torneira ao escovar os dentes ou em tomar banhos mais rápidos. No entanto, existe um gasto que não aparece na conta no fim do mês: a chamada “água invisível”. Esse termo se refere a toda a água utilizada para fabricar os produtos que usamos e os alimentos que comemos, desde a plantação no campo até a chegada do item às prateleiras das lojas.

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Imagem aérea Estação de Tratamento do Semae (Serviço Municipal de Água e Esgotos) de São Leopoldo  | abc+



Imagem aérea Estação de Tratamento do Semae (Serviço Municipal de Água e Esgotos) de São Leopoldo

Foto: Vandré Brancão

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Para se ter uma ideia, dados validados pela IHE Delft Institute for Water Education, a maior instituição internacional de educação e pesquisa em água do mundo, indicam que um único quilo de carne bovina pode exigir cerca de 15 mil litros de água. Até aquela pausa para o café tem seu preço: uma xícara pequena consome aproximadamente 140 litros ao longo de sua cadeia produtiva.

O impacto chega também ao que vestimos. A média global para a produção de uma única camiseta de algodão ultrapassa os 2 mil litros de água. Esse cálculo soma toda a água utilizada no processo de plantio, fabricação e até para diluir os poluentes gerados na produção.

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Se você acredita que o mundo digital fica de fora desse impacto, estudos recentes da Universidade da Califórnia (Riverside) revelam o contrário. O uso de ferramentas de Inteligência Artificial, como o Chat GPT, tem um custo ambiental real devido ao resfriamento dos servidores. A cada comando enviado, em uma média de 20 a 50 perguntas, cerca de meio litro de água potável é consumido.

Para além do impacto ambiental, existe o impacto social e econômico. Segundo a Diretora de Operações do Semae (Serviço Municipal de Água e Esgotos) de São Leopoldo, Juliana Chaves, o custo dessa operação é elevado e muitas vezes ignorado pelo consumidor final. “Quando entendemos o peso real por trás de cada escolha, passamos a consumir de forma estratégica”.

Campanha “ME POUPE!”

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Uma iniciativa do Grupo Sinos, em parceria com o Serviço Municipal de Água e Esgoto de São Leopoldo (Semae), que busca incentivar o consumo consciente da água, com conteúdos informativos e dinâmicos.

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Além do consumo doméstico, "água invisível" eleva pressão sobre recursos hídricos

 

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