Com cones e restrições no trânsito, o Dnit deu início às obras de alargamento do viaduto na Boqueirão, no bairro Mathias Velho, em Canoas, nesta terça-feira (6). As equipes estavam fazendo aberturas no asfalto. As intervenções prometem a criação de uma terceira faixa na via, com previsão de conclusão em 11 meses.
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Foto: Paulo Pires/GES
Inicialmente, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que será realizado um estreitamento de faixa, no sentido interior-capital até o dia 25 de outubro.
O sentido capital-interior seguirá sem restrições. Placas foram instaladas nos dois sentidos para sinalizar que estão sendo feitas obras na região.
Em caso de chuva, o serviço é adiado, como aconteceu nesta segunda-feira (6). Quem transitou pelo local, viu os trabalhadores embaixo do viaduto, realizando o serviço de topografia, por exemplo. Não houve alterações no trânsito ontem.
“Vamos sofrer um pouco, mas depois melhora”
É com muita paciência que Vladimir Cabral Cardoso, 61 anos, dirige pela cidade. O motorista de aplicativo acredita que não adiante se estressar no trânsito e que, apesar dos transtornos, as obras vão melhorar o fluxo em Canoas.

Foto: Paulo Pires/GES
“O trânsito vai ficar mais pegado, vai dar um trancadinha, mas vai ser para melhor. Tem que ter paciência, não adianta. Se não tiver paciência, nem saio de casa. Eu penso assim. Vamos sofrer um pouco agora, mas depois melhora”, afirma.
Enquanto passava por debaixo do viaduto da Metrovel para chegar na Boqueirão, o canoense relembra com era a rodovia há décadas atrás. “Eu sou do tempo que a BR era uma faixa para ir e outra para voltar. Estou vendo essa cidade crescer”, comenta o morador do bairro Estância Velha.
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Comerciante já vê diminuição dos clientes, mas já fez novos
Toda a movimentação da obra embaixo do viaduto aumentou. Se era difícil atravessar, agora os pedestres dividem espaço com as retroescavadeiras embaixo das marquises e na rua.
E quem divide também o espaço com os trabalhadores, cones e máquinas é o vendedor Ricardo Oliveira de Melo, 42 anos. Comercializando morangos e mamões há 15 anos no local, ele vê que terá dificuldade com as vendas.

Foto: Paulo Pires/GES
“Eu sei que vai melhorar para todo mundo, é uma coisa boa. Mas ficou ruim agora pra mim. É muito barulho e o pessoal não vai conseguir para aqui nas laterais”, destaca.
Mas como bom comerciante, Ricardo também aproveita a situação. “Já vendi morango pro pessoal aqui ontem. Já tenho novos clientes”, brinca.
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Opções exigem ainda mais paciência
Transitar em Canoas virou malabarismo. Se antes a Boqueirão era opção para fugir das obras no viaduto da Metrovel, agora os canoenses vão ter procurar outras vias para tentar escapar de congestionamentos.
O próprio Dnit indica a Avenida Guilherme Schell e a BR-448 como soluções. No entanto, é preciso torcer para que nada tranque o trânsito nestas vias.
Nesta terça-feira, por exemplo, um caminhão tombou na rodovia logo pela manhã. A PRF e a concessionária CCR ViaSul e Polícia Rodoviária Federal (PRF) atenderam a ocorrência e restringiram o tráfego em uma das faixas – o que causou lentidão.
Ainda pela manhã, um outro acidente provocou transtornos no trânsito. Desta vez, um caminhão e um carro colidiram na subida do viaduto da Metrovel. A ocorrência provocou um congestionamento de 8km no sentido interior-capital.
E quem buscou a Avenida Guilherme Schell como opção, precisou ter mais paciência: uma fila de carros, motos e ônibus se formou ao longo da via, causando lentidão.
Sobre as obras na Boqueirão
O alargamento do viaduto da Avenida Boqueirão integram o lote 1 de melhorias na BR-116, executadas pelo Dnit. As intervenções no viaduto da Metrovel e no túnel da Domingos Martins fazem parte do mesmo pacote. Todas elas são executadas pelo consórcio BR-116 Norte, formado pelas empresas Mac Engenharia, EPC, WVG e Iguatemi.

Foto: Paulo Pires/GES
Segundo o edital, feito ainda em 2014, as obras preveem a instalação de uma terceira faixa de tráfego nos dois sentidos. Os serviços estão divididos em seis fases que vão desde o desvio no trânsito (etapa atual) até a restauração das estruturas já existentes. A intervenção deve durar 11 meses, indo até setembro de 2026.
1ª fase – desvio de tráfego
- Adequação das pistas de tráfego existentes para permitir o alargamento das extremidades dos viadutos existentes, implantação da sinalização de obras e colocação de tapumes.
2ª fase – execução das fundações e dos muros de arrimo
- Cravação das estacas metálicas sob os novos blocos do viaduto, execução das fundações dos muros de arrimo, escavação para implantação dos blocos e execução dos blocos.
3ª fase – execução da mesoestrutura e superestrutura dos alargamentos das extremidades e execução das cortinas dos muros de arrimo
- Demolição das lajes extremas dos viadutos existentes e dos trechos superiores dos muros, execução dos pilares nas extremidades e dos trechos superiores dos muros, execução dos pilares nas extremidades, aplicação dos neoprenes, execução das longarinas e dos prolongamentos das travessas e execução das paredes dos muros de arrimo.
4ª fase – execução das lajes no alargamento e da laje de ligação entre muros novos e existentes
- Execução das lajes nos alargamentos moldadas no local, execução da laje superior das cortinas novas que servirão de apoio para a pavimentação do alargamento da pista na região dos aterros de acesso.
5ª fase – execução dos guarda-rodas extremos, do concreto asfáltico nas extremidades e remoção dos tapumes
- Execução dos guarda-rodas nas extremidades dos alargamentos, aplicação da capa de concreto asfáltico sobre os alargamentos executados nas extremidades, tanto nas extensões do viaduto como nos aterros dos encontros, retirada dos tapumes e da sinalização de obra temporária
6ª fase- restauração dos viadutos existentes
- Concomitantemente à execução das ampliações, será executada limpeza dos viadutos existentes e uma análise mais acurada do estado de sanidade estrutural dos mesmos através de ensaios, quer com retirada de corpos de prova ou não.
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