A desembargadora Jane Maria Köhler Vidal palestrou no espaço Casa da Ulbra, no Parque Assis Brasil, na noite de terça-feira (2). A atividade foi promovida pelo curso de Direito da universidade.

Foto: Bruna Santos/Ulbra
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No contexto da Expointer, Jane trouxe à tona a pauta sobre as mulheres no agronegócio, suas conquistas históricas e os desafios persistentes. Para se ter ideia, segundo ela, a cada seis horas uma mulher morre por motivo de gênero, um retrato brutal que exige reflexão e ação.
Para a magistrada, o feminicídio é o grau máximo da violência contra a mulher, e suas raízes estão fincadas em estereótipos arcaicos. “Começa quando se estimula o homem a ser campeão e a menina a ir colocar a barriga no fogão”, afirma. Quando uma mulher quebra esse padrão e busca afirmação, muitas vezes é desqualificada: “chamam-na de ‘nervosa’”, lamenta.
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Desigualdade no campo
A desigualdade no campo espelha a estrutura patriarcal. “Há um machismo estrutural em toda a sociedade e o campo reflete isso também. Apesar dos avanços, é preciso avançar ainda mais e o caminho passa pela educação e qualificação profissional. Temos que, por exemplo, estudar, nos aprimorar para nos tornarmos verdadeiras profissionais, com realização pessoal e profissional”, observa.
Jane também destaca que a Expointer revela esse avanço, pois mulheres que antes eram invisíveis, consideradas meras ajudantes, especialmente no período colonial, ocupam hoje posições de destaque na produção agropecuária. Elas têm protagonismo de fato, com relevância econômica e cultural crescente.
A desembargadora lembra que o campo, enquanto expressão de nossas raízes, carrega desigualdades históricas. A transformação, portanto, passa pela educação e conscientização. O papel de instituições acadêmicas como a Ulbra é fundamental, capacitando homens e mulheres para construir uma sociedade de respeito e garantir o pleno desenvolvimento feminino.
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Reconhecimento à rede de solidariedade
Em um gesto de valorização, a desembargadora recebeu um reconhecimento da Ulbra por sua atuação solidária junto à Justiça e corpo docente. Ela mobilizou sua rede de contatos para viabilizar atendimento aos acolhidos pela Ulbra vítimas das enchentes que castigaram o Rio Grande do Sul em 2024. A ação possibilitou a emissão de cerca de 4 mil certidões de óbito e nascimento para famílias que haviam perdido documentos. A Ulbra foi abrigo para mais de 8 mil pessoas e mais de 3 mil animais.
A cobertura do Grupo Sinos na Expointer tem a apresentação de Banrisul e Sulgás; apoio institucional do Conselho Regional dos Técnicos do Rio Grande do Sul; e apoio de Assembleia Legislativa, BRDE, Casa Azul, Doces Bela Vista, Fatbull, Geração Energia, Grupo Troca, Lotus Incorporadora, IFashion Outlet Novo Hamburgo, Jardim do Éden Paisagismo, Office Shop, Unimed Vale do Sinos e Viva Pet Unimed.