A transformação de resíduos em energia limpa se tornou uma grande fonte de investimentos. Um exemplo é o biometano, gás renovável obtido a partir da purificação do biogás produzido pela decomposição de matérias orgânicas, que vem consolidando o Estado como um dos principais polos de expansão do combustível renovável no País. A primeira planta de biometano do RS fica em Minas do Leão, em funcionamento desde setembro.

Foto: Marco Franceschi
Uma nova operação será inaugurada em março de 2026 em São Leopoldo. As duas unidades fazem parte das operações da CRVR. A usina em São Leopoldo, onde a empresa já atua, tem investimento de R$ 120 milhões e contará com tecnologia canadense.
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Foto: Juliana Nunes/GES-Especial
O diretor-presidente da CRVR, Leomyr Girondi, esteve no Grupo Sinos, em Novo Hamburgo, nesta quinta (11), acompanhado da assessora de comunicação da empresa Camila Neto, além de Andressa Dorneles e Gustavo Rech pela Critério Resultado. Eles foram recebidos pelo presidente do Grupo Sinos, Fernando Gusmão, e pelo diretor de redação, Igor Müller.
“A unidade de São Leopoldo está pronta. A expectativa é que a licença pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) saia até a sexta (12). A última licença quem dá é a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Temos que garantir que o biometano saia na pureza para comercialização. Estamos estimando para o final de março”, explica Girondi.
Capacidade
Somente em Minas do Leão, 5 mil toneladas diárias de resíduos sólidos urbanos geram o biogás que é purificado até se transformar em biometano de alta qualidade – processo que será replicado nas demais Unidades de Valorização Sustentável (UVS). Na cidade do Vale do Sinos serão 1,5 mil toneladas.
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Recursos
Além do financiamento do BNDES, por meio do Fundo Clima, o programa gaúcho de expansão do biometano conta com apoio de mecanismos estaduais, como o Fundopem RS e o Integrar RS.
Outros projetos
A CRVR, que faz parte do Grupo Solví, tem outros projetos em andamento. Segundo Girondi, o novo aterro industrial em Butiá está em fase de licenciamento.
“Os aterros serão grandes jazidas de energia e materiais do futuro”, afirma o diretor-presidente, que também destaca a importância do biometano. “Quando se fala de gás somos dependentes do gasoduto Brasil-Bolívia, somos a última estação, e é um gás de origem fóssil. Aproveitamos recursos naturais que são transformados em energia renovável. Entre as vantagens está zero emissão de gás carbônico.”