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ECONOMIA

Dólar vai a R$ 5,62 após Trump impor tarifa de 50% sobre produtos brasileiros

Medida anunciada pelo presidente dos Estados Unidos entrará em vigor em agosto

Publicado em: 10/07/2025 às 12h:44 Última atualização: 10/07/2025 às 15h:42
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros que entrará em vigor a partir de 1º de agosto. Nesta quinta-feira (10), o dólar reagiu com forte alta, chegando a R$ 5,6213 na cotação máxima do dia. A medida foi comunicada por meio de carta enviada ao Brasil na quarta-feira (9).

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Dólar reagiu com forte alta, chegando a R$ 5,6213 na cotação máxima do dia | abc+



Dólar reagiu com forte alta, chegando a R$ 5,6213 na cotação máxima do dia

Foto: Pixabay

Por volta das 11h50, a moeda americana operava em alta de 0,69%, cotada a R$ 5,5409. Na sessão anterior, o dólar já havia subido 1,06%, fechando a R$ 5,5032.

Segundo informações do g1, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrava queda de 0,81%, aos 136.361 pontos no mesmo horário, após ter recuado 1,31% no dia anterior, quando encerrou aos 137.481 pontos.

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Trump justificou a imposição da tarifa alegando que o comércio com o Brasil gera déficit insustentável para os EUA, o que representaria risco à economia e segurança nacional americana.

Na mesma comunicação, o presidente americano mencionou Jair Bolsonaro e se referiu ao julgamento no STF como “vergonha internacional”.

O economista Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel, analisou a situação afirmando que “não seria a primeira vez que os EUA usam a política tarifária para fins políticos”. Em resposta às medidas, o presidente Lula afirmou que o Brasil não aceitará ser tutelado e utilizará a Lei da Reciprocidade Econômica como base para reação.

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Cartas

Entre os países que receberam notificações sobre novas tarifas, o Brasil foi o que recebeu a taxa mais elevada. Desde o início da semana, Trump tem enviado cartas a líderes mundiais estabelecendo taxas mínimas para negociações comerciais, com 22 nações já notificadas.

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A carta enviada pelo presidente americano especifica que as tarifas incidirão sobre “todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os EUA, separada de todas as tarifas setoriais existentes”.

Setores como o de aço e alumínio, que já enfrentam tarifas de 50%, servem como exemplo do impacto que outros segmentos da economia brasileira passarão a sofrer.

Analistas do mercado financeiro avaliam que as medidas podem elevar preços ao consumidor e custos de produção nos EUA, pressionando a inflação e possivelmente forçando o Federal Reserve (Fed) a manter juros elevados por período mais longo.

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IPCA, dólar e Ibovespa

No Brasil, o IPCA de junho registrou aumento de 0,24%, acumulando 5,35% em 12 meses, valor significativamente superior ao limite de 4,50% da meta inflacionária.

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A moeda americana acumula valorização de 1,46% na semana e 1,28% no mês, mantendo queda de 10,95% no ano de 2025.

O Ibovespa apresenta retração de 2,68% na semana e 0,99% no mês, preservando ganho anual de 14,30%.

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O governo brasileiro ainda não detalhou como cada setor econômico será afetado pelas novas tarifas, nem como aplicará na prática a Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às medidas americanas.

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Déficit comercial?

Na carta, Trump classificou as barreiras comerciais brasileiras como “injustas”. Dados do Ministério do Desenvolvimento, contudo, contradizem o argumento do déficit americano, mostrando que o Brasil registra déficits comerciais consecutivos com os EUA há 16 anos, desde 2009.

Ainda, Trump afirmou que a medida representa uma demonstração da “força e do compromisso” dos Estados Unidos com seus parceiros comerciais.

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