Se for mesmo colocado em prática, o tarifaço anunciado nesta quarta-feira (9) pelo presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos vai impactar a economia do Vale do Sinos.
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É o que indica o monitoramento do comércio exterior feito pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Uma fatia importante das exportações de empresas de Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo vai para os Estados Unidos.
Com o tarifaço de 50% anunciado por Trump, os produtos ficarão mais caros no mercado norte-americano, perdendo competitividade justamente em um momento de aumento nos negócios com os americanos.
No primeiro semestre deste ano, as três maiores cidades do Vale do Sinos tiveram aumento nas exportações para os Estados Unidos, em parte beneficiadas pela relação pouco amistosa que de formou desde o início do ano entre Estados Unidos e China.

Foto: Mdic/Reprodução
Exportações de Canoas
Os embarques de Canoas para a terra de Trump cresceram 169% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a US$ 144 milhões de janeiro a junho. Ao todo, Canoas exportou R$ 228 milhões no período, ficando em 12º no ranking estadual e em 152º no ranking nacional.
Em todo ano passado Canoas exportou US$ 305,9 milhões, ficando em 16º no ranking estadual e em 209º no ranking nacional. O volume de importações foi maior, chegando a US$ 403,2 milhões.
Em 2024 os EUA foram o destino de 48% das exportações canoenses – em segundo vem a Argentina, com apenas 12%, e depois a China, com 7,6%. Quase metade do que é embarcado para os EUA é do setor de transformadores e bobinas elétricas. Em segundo aparecem produtos derivados de petróleo e, em terceiro, tratores e peças de tratores.
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Foto: Mdic/Reprodução
Exportações de São Leopoldo
São Leopoldo é a cidade da região que mais exportou tanto no primeiro semestre de 2025 quanto ao longo de 2024. De janeiro a julho deste ano, as empresas leopoldenses embarcaram US$ 257,8 milhões, 26% a mais que no mesmo período de 2024.
No ano passado, as exportações de São Leopoldo totalizaram US$ 468,8 milhões, queda de 6,8% em relação ao ano anterior. A cidade ficou em 12º no ranking estadual e em 139º no ranking nacional.
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No primeiro semestre deste ano as exportações para os EUA cresceram 17,5%, chegando a US$ 90,3 milhões. Do total exportado em 2024, 40% tinham os Estados Unidos como destino.
O valor FOB das exportações para os EUA chegou a US$ 181 milhões em 2024. Os principais produtos embarcados foram motores ou partes de motores, armas e ferramentas pneumáticas ou hidráulicas.
Ao contrário de Canoas, no ano passado a balança comercial de São Leopoldo fechou com superávit de US$ 44,6 milhões, uma vez que as importações totalizaram US$ 424,2 milhões.

Foto: Mdic/Reprodução
Exportações de Novo Hamburgo
Das três maiores cidades da região, Novo Hamburgo é a que menos exporta. De janeiro a junho deste ano foram embarcados US$ 83,6 milhões, 5% a mais que no mesmo período do ano passado.
A cidade está em 18º no ranking estadual e em 303º no ranking nacional. Um terço dos embarques deste ano foram para os EUA (US$ 26,4 milhões, alta de 26% em relação ao mesmo período do ano passado).
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No ano passado, Novo Hamburgo exportou US$ 161,1 milhões e importou US$ 100,9 milhões, fechando a balança comercial com superávit. O município ficou em 19º no ranking estadual e em 321º no nacional.
Das exportações de 2024, 28% foram para os Estados Unidos (US$ 45,1 milhões, alta de 10,5% em relação ao ano anterior). Em segundo veio Argentina, com 15%, e depois a China, com 5,3%. Os produtos mais exportados de Novo Hamburgo para os Estados Unidos tanto no primeiro semestre deste ano quanto em 2024 foram calçados e couros.