Federações de trabalhadores que representam cerca de 15 setores ligados ao mercado dos Estados Unidos se reuniram na tarde desta terça-feira (5) com o comitê de crise criado pela Fiergs. O objetivo foi estabelecer um canal de diálogo para a proteção dos empregos ameaçados pelo tarifaço imposto ao Brasil por Donald Trump, que passa a valer nesta quarta-feira (6).

Foto: Dudu Leal/ Fiergs
“A participação de todos é fundamental para o fortalecimento do diálogo e para a construção de soluções conjuntas que enfrentem essa crise das tarifas. A unificação de esforços entre empresários e trabalhadores é urgente. Com o consenso, podemos levar propostas aos governos estadual e federal”, explica o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier.
Bier reforça que o trabalho será focado especialmente em evitar demissões nos setores mais afetados, entre eles o calçadista, madeireiro e o de alimentação. “O Rio Grande do Sul é um dos estados mais afetados pela tarifa americana. Nesse momento precisamos de união.”
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A fala vai ao encontro do que disse o coordenador do Conselho das Relações de Trabalho do Sistema Fiergs, Guilherme Scozziero. “Se for para o confronto, vamos perder. Todo mundo vai perder. Vai perder a indústria, o País, o trabalhador. Vamos trabalhar juntos para encontrarmos alguma saída.”
Já o presidente da Central Única dos Trabalhadores no Rio Grande do Sul (CUT-RS), Amarildo Cenci, entregou um documento elaborado em conjunto pelas federações, defendendo a produção nacional. “A proteção dos setores econômicos e dos trabalhadores é essencial. Estamos interessados em fazer parte dessa discussão que olha para a economia e para os postos de trabalho.”
Política e economia
A política também foi assunto durante o encontro, segundo o diretor da Força Sindical do RS, Claudio Correa, é preciso separar as ralações políticas do trabalho. “As empresas precisam se manter funcionando para que possam manter os empregos. Podemos construir juntos um projeto para que possamos superar este momento difícil. Nós já vencemos a pandemia e as enchentes. Vamos encontrar uma saída no diálogo”, completou.
Com as sugestões focadas na manutenção do emprego, uma nova reunião deve ser realizada nas próximas semanas entre as entidades e a Fiergs.
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