Segundo Centro de Tradições Gaúchas (CTG) mais antigo do Rio Grande do Sul – com 78 anos, o CTG O Fogão Gaúcho deu início a uma nova era em maio. A sede social da instituição, localizada no centro de Taquara, foi reinaugurada após meses de uma ampla reforma interna, com a criação de novos espaços, aquisição de equipamentos e melhorias no galpão para a realização dos bailes.

Foto: Ruan Nascimento/Especial
Agora, a sede social do CTG já está em pleno funcionamento para a realização de bailes, jantares, aulas de dança, entre outras atividades coordenadas pela instituição. “É uma emoção que não cabe no peito a conclusão deste trabalho. Ao longo dos anos, o CTG O Fogão Gaúcho foi sendo ampliado de pedaço em pedaço. Desta vez, fizemos a maior reforma da história da instituição”, ressalta o patrão Auro Sander.
Para toda a reabilitação do CTG, foram investidos cerca de R$ 3,5 milhões. A verba para o espaço é resultado da venda da antiga sede campestre da entidade, às margens da RS-115 para a construção da nova filial da Havan, inaugurada em 30 de maio. Sander conta que, com o valor da venda do terreno, de R$ 13 milhões, foi possível realizar toda a reforma da sede social, além da compra da área para a nova sede campestre, no distrito de Rio da Ilha, em uma área de 54 hectares.
A venda da antiga sede campestre visou garantir a reforma da sede social do CTG, e a ampliação do espaço como um todo. Para viabilizar a reforma, entrou a articulação do vice-prefeito de Taquara, Delmar Backes, que no início de 2025 procurou pessoalmente o empresário Luciano Hang para a instalação de uma filial da Havan na cidade através da venda da sede campestre existente. Backes afirmou que as negociações visaram unir dois objetivos: a criação de condições para que o CTG pudesse se modernizar, e a implementação de um novo empreendimento na cidade, fomentando a geração de empregos. “É fundamental para o CTG O Fogão Gaúcho ter uma estrutura renovada, porque é isso que vai permitir que a entidade amplie suas ações e receba a comunidade com mais conforto e qualidade. O CTG seguirá sendo um espaço de preservação das tradições gaúchas, de formação de jovens, de realização de eventos e integração das famílias”, complementou.
Poder público foi fundamental na ação
A prefeita Sirlei Silveira relembrou que o município sempre será parceiro na valorização das entidades que preservam a história que fortalece a identidade de Taquara. “O Fogão Gaúcho tem papel fundamental na formação cultural das novas gerações de estudantes, fortalecendo valores como respeito, pertencimento e amor pela cultura do nosso Estado”, apontou.
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Sobre a venda da antiga sede campestre, o patrão ressaltou que foi de grande importância, para reformar a sede social, e garantir a continuidade da instituição. “Antes da reforma, tudo aqui no CTG
era provisório. Faltava estrutura para fazer um espaço adequado para nossos eventos. E agora não falta mais. Somos muito gratos ao Luciano Hang por permitir inúmeras melhorias ao CTG O Fogão Gaúcho”, frisou.
Tradição e modernidade harmonizadas
No projeto de execução das obras, Sander reforçou que o objetivo foi proporcionar uma nova sede social muito mais moderna, mas sem perder as raízes do tradicionalismo ao longo da história de 78 anos de existência. Com a reforma, o CTG O Fogão Gaúcho ganhou um telhado montado com aluzinco, salão principal totalmente equipado com aparelhos de ar condicionado, e mudança na entrada do local – agora, pela Rua Federação, e não mais pela Rua General Frota.
Além disso, o local recebeu uma cozinha industrial moderna, brinquedoteca para o acolhimento de crianças, uma sala de jantar ampla fora da área do baile, novos banheiros, biblioteca, secretaria e um museu do CTG. “Quando reinauguramos a sede, trouxemos para cá o cantor João Luiz Corrêa. Ele disse que não tem um CTG tão bonito no Estado quanto o CTG O Fogão Gaúcho. E isso nos orgulha muito”, completou Sander.