A terça-feira (5) será intensa para a indústria do Rio Grande do Sul, já que marca a véspera do tarifaço imposto por Donald Trump ao Brasil. Visando reforçar ações para mitigar os impactos da taxação de 50% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o comitê de crise do Sistema Fiergs terá duas reuniões durante o dia.

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial
A primeira será com federações de trabalhadores. O encontro será pautado pelo impacto da medida sobre os empregos. Afinal, o Estado conta com aproximadamente 1,1 mil indústrias que exportam para os EUA, empregando cerca de 145 mil pessoas.
Segundo a Fiergs, medidas trabalhistas semelhantes àqueles aplicados durante a pandemia da Covid-19 e as enchentes de maio de 2024, devem ser utilizadas. Entre elas a suspensão de contratos de trabalho, banco de horas e reativação do Programa Seguro-Emprego.
Governo do Estado e Fiergs
No final da tarde, por volta das 17h20, o vice-governador, Gabriel Souza (MDB), o secretário do Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo, e o subsecretário da Fazenda, Ricardo Neves, devem se reunir com membros da Fiergs. O setor industrial busca incentivos fiscais por parte do governo estadual, como a liberação do saldo credor de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na exportação.
“A indústria gaúcha é uma das mais afetadas pelo impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos. O diálogo deve prevalecer por parte do governo brasileiro, sem retaliações. Em paralelo, medidas emergenciais para preservar os empregos e garantir a sobrevivência das empresas exportadoras são urgentes e devem ser prioridade das autoridades”, afirma o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier.
O vice-governador salienta que o Estado deve se reunir com cada um dos setores afetados pelo tarifaço, visando entender demandas e encaminhar possíveis soluções.
“Começamos com o setor coureiro-calçadista e vamos prosseguir durante os próximos dias conversando com as demais áreas da indústria, acompanhados das secretarias de Desenvolvimento Econômico e da Fazenda, além da InvestRS.”
Souza destaca que o foco está na manutenção de empregos. “Cada polo tem suas angústias, seus dilemas e suas demandas”, completa.
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