O Grupo Killing, que detém as marcas Tintas Killing e Kisafix para o segmento de adesivos e tem matriz em Novo Hamburgo, colhe os resultados do processo de investimento que deve chegar a R$ 150 milhões até 2026. Em pouco mais de 1 ano, a empresa triplicou a produção da Superlack Indústria Brasileira de Tintas Ltda., de Caxias do Sul, na Serra, especializada em tintas em pó.

Foto: Divulgação/Killing
A unidade de negócios da Superlack foi adquirido pelo grupo hamburguense em 2024. Com a incorporação, o portfólio da área de tintas industriais se ampliou e a indústria passou a deter tecnologias complementares de tintas em pó. Esse produto atende ao segmento metalmecânico e moveleiro e por isso a localização na Serra Gaúcha foi mantida, já que a região concentra um dos polos industriais mais importantes do Brasil.
Logo que a Killing chegou à Superlack, a produção da empresa de tintas em pó era de 30 toneladas/mês. Com os investimentos e o apoio tecnológico com a integração de equipes, rapidamente, a Superlack atingiu 50 toneladas/mês. Este número foi superado com a ampliação da empresa de Caxias.
“Investimos mais de R$ 6 milhões especificamente na ampliação, com uma nova sede em Caxias do Sul para alcançar uma produção de 150 toneladas mensais para atender a demanda de mercado”, conta o CEO Milton Killing.
A nova planta industrial da Superlack está localizada no distrito industrial do bairro Jardim das Hortências. Ela tem 50% mais funcionários e uma nova linha de produção, mais moderna, com capacidade de produzir mais em menos tempo.
Investimentos

Foto: Divulgação/Killing
A expansão da unidade está em linha com o crescimento de todo o Grupo Killing e se insere em um plano de investimentos de R$ 150 milhões, que iniciou em 2023, com a inauguração do Centro de Distribuição Celestino Killing em Sapucaia do Sul (RS); seguiu em 2024, com a incorporação da Superlack; ganhou novo passo recente, com a aquisição do Grupo LRB, especializado em adesivos e em outras linhas, como tissue, que atende a área de papéis, e vai continuar até 2026, com ampliação da capacidade e modernização em suas próprias unidades e possíveis novas aquisições.
Nos últimos seis anos, o Grupo Killing dobrou seu faturamento, superando os R$ 850 milhões em 2024. “Queremos avançar ainda mais e para isso estamos cumprindo um plano estratégico firme, dando cada passo em seu tempo, principalmente com o aumento da produção nas áreas em que já somos líderes, que são a de adesivos para o setor calçadista na América Latina e para a indústria brasileira de colchões. Na área de tintas, estamos entre as 10 maiores fábricas do Brasil”, afirma Milton Killing.
Carbono neutro
A Killing também tem como marca investimentos em sustentabilidade. A empresa conquistou a certificação de Carbono Neutro, relacionada à aquisição de créditos para apoiar um grande projeto da região Sul e compensar suas emissões. Essa validação é certificada pela Verra, considerada a maior certificadora de créditos de carbono do mundo, por meio de seu padrão Verified Carbon Standard (VCS).
“A Killing mapeou suas emissões de GEE, que são os gases de efeito estufa, medidos em CO2 equivalente, geradas no ano de 2024 e, com isto, buscou formas de poder neutralizar essas emissões através da compensação do carbono emitido, apoiando uma iniciativa que está alinhada ao propósito da empresa. Com isso, o valor da compra (em créditos de carbono) ajudará o projeto BAESA – Energética Barra Grande S.A -que consiste na construção e operação da Usina Hidrelétrica Barra Grande (UHE), na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina”, detalha Monalisa Caloni, Analista de ESG da Killing.
A UHE Barra Grande utilizará o potencial hidráulico do Rio Pelotas para gerar eletricidade com capacidade instalada de 708 MW e energia assegurada de 380,6 MW médios. A eletricidade limpa e renovável fornecida ao Sistema Interligado Brasileiro pela UHE Barra Grande contribui significativamente para a sustentabilidade ambiental, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa (GEE) ao evitar a geração de eletricidade a partir de fontes de combustíveis fósseis (e as emissões de CO2), que seriam geradas (e emitidas) na ausência do projeto.
As unidades da Killing Novo Hamburgo e da Bahia utilizam 100% de energia renovável em suas operações que são abastecidas pelo mercado livre de energia. A empresa se destaca ainda por ser “Aterro Zero”. Ou seja, os resíduos gerados nos processos produtivos são redirecionados para reciclagem ou coprocessamento e não vão para os aterros sanitários industriais.