O Grupo Havan bateu recordes em 2025. Puxada por uma rede de 184 megalojas no Brasil, a empresa faturou R$ 18,5 bilhões, 16% a mais que no ano anterior. O lucro líquido foi de R$ 3,5 bilhões, o tíquete médio subiu 8% (para R$ 275) e o movimento chegou a 190 milhões de clientes, incluindo os recorrentes. “Batemos recordes”, comemora o empresário Luciano Hang, o Véio da Havan. Em 2024 a empresa já havia crescido 22%.

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial
Ao Brazil Journal o empresário disse que a explicação para o forte crescimento de 2025 está no volume de vendas, que cresceu 14% com praticamente o mesmo número de lojas do ano anterior. A Havan abriu sete novas lojas no ano passado, sendo seis no último trimestre, ou seja, com impacto baixo nos números do ano. A megaloja de Novo Hamburgo foi inaugurada em dezembro, semanas depois da unidade de Uruguaiana.
“O ano passado foi difícil e decidimos reduzir as aberturas. Mas acreditamos e conseguimos entregar um bom resultado, com ganho de market share”, disse Luciano Hang. O crescimento da Havan ficou bem acima da média do mercado. A Riachuelo, por exemplo, cresceu 9%. O setor varejista como um todo cresceu na casa dos 3% em 2025 no País.
A aposta da Havan foi, nas palavras de Hang, “sacrificar um pouco de margem para não perder o volume”. “O ano começou assim e foi crescendo. Optamos por não mexer nos preços para continuar crescendo”, informou. Ele explica que neste início de ano a dinâmica está diferente devido à queda do dólar e a empresa já está vendo recuperação das margens.
Para 2026 a ideia é acelerar a abertura de lojas. Uma delas deve ser a de Taquara, localizada às margens da RS-235, na subida para a região das Hortênsias. O terreno foi negociado no ano passado. Segundo o Véio da Havan, serão entre 15 e 25 inaugurações até dezembro, a maioria em Estados do Norte e do Nordeste, onde a presença da marca é menor. A expectativa é faturar 20% a mais, chegando a R$ 22 bilhões.
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