Entidades que representam o varejo nacional seguem mobilizadas para evitar o fim da “taxa das blusinhas”. A cobrança de 20% em compras internacionais de até US$ 50 foi implementada em 2024 como uma resposta ao pedido de empresas brasileiras que alegam concorrência desleal no mercado, especialmente com as plataformas asiáticas de e-commerce.

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
CLIQUE E VEJA TAMBÉM: Roberto Argenta, da Beira Rio, diz que setor calçadista corre risco se governo acabar com a “taxa das blusinhas”
Embora o tema, no momento, não esteja definido, ele ganhou força após a saída de Fernando Haddad, que era ministro da Fazenda e defensor da tarifa.
Nesta semana, 48 entidades assinaram um manifesto ressaltando a importância da manutenção do imposto de importação. Entre elas Abicalçados e Assintecal, que defendem os interesses da cadeia coureiro-calçadista.
Na região, a mobilização também é pela continuidade da medida. O diretor da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), Fauston Saraiva, lembra que o possível fim da taxa trará ainda mais desafios ao varejo brasileiro.
“Toda medida que protege o mercado brasileiro e traz equilíbrio para balança comercial é bem-vinda. A revogação seria uma medida meramente populista e que traria prejuízos ao varejo nacional como um todo. Se for para revogar, que então se adote medidas de equilíbrio fiscal. A tarifa protege as empresas brasileiras, mas ainda assim é uma proteção pequena. Precisa haver redução da carga tributária, especialmente em períodos mais turbulentos como o que enfrentamos agora com a guerra no Oriente Médio“, avalia o diretor da ACI, Fauston Saraiva, em entrevista ao ABCmais/JornalNH.