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DESVANTAGEM

Roberto Argenta, da Beira Rio, diz que setor calçadista corre risco se governo acabar com a "taxa das blusinhas"

Empresário fez forte mobilização pela taxação de importados entre 2023 e 2024 e, nesta quinta, alertou para as consequências de um possível fim da tarifa

Roberto Argenta, da Beira Rio, diz que setor calçadista corre risco se governo acabar com a "taxa das blusinhas"
Publicado em: 09/04/2026 às 20h:42 Última atualização: 09/04/2026 às 20h:43
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Em vigor desde agosto de 2024, a cobrança de 20% em compras internacionais de até US$ 50 pode ser revogada em 2026. A informação já circula nos bastidores do governo federal e tem gerado reação de setores impactados, incluindo o calçadista. No entanto, não há definição sobre o fim da taxação, mas o tema ganhou força com a saída do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defensor da “taxa das blusinhas” para ampliar a competitividade dos produtos brasileiros.

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Roberto Argenta, presidente da Calçados Beira Rio | abc+



Roberto Argenta, presidente da Calçados Beira Rio

Foto: Arquivo/GES

Em outubro de 2025, a isenção dos importados já estava em debate na Câmara dos Deputados a partir de um projeto do deputado federal Kim Kataguiri (Missão). Nesta quinta-feira (9), o empresário Roberto Argenta, fundador e presidente da Calçados Beira Rio, criticou a possibilidade de revogação da “taxa das blusinhas”. “Na verdade, a indústria brasileira não tem condição de competir com a indústria chinesa em função de impostos, de burocracias, etc”, explicou.

Argenta reforçou que uma mudança pode ter impactos extremos no setor. “Neste momento, principalmente o setor calçadista precisa das sobretaxas para o produto chinês. Se não, acaba o setor calçadista”, completa. Entre 2023 e 2024, Argenta foi um dos empresários do setor de calçados e vestuários que puxou a frente da mobilização a favor da implantação da que ficou conhecida como “taxa das blusinhas”.

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