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EUA X BRASIL

"Não nos contempla": Entenda cenário no RS após anúncio de isenções no tarifaço

Fiergs avalia suspensão de sobretaxa e traz as expectativas da indústria gaúcha que sofre com a medida de Trump

Juliana Dias Nunes
Publicado em: 21/11/2025 às 16h:55 Última atualização: 21/11/2025 às 16h:55
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As negociações entre Brasil e Estados Unidos começaram a surtir efeito. Na última sexta-feira (14), o presidente norte-americano, Donald Trump suspendeu sobretaxa de 10% para produtos como café e carne bovina. Na quinta-feira (20), Trump retirou os 40% restantes, isentando estes e outros produtos da cobrança de importação.

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Indústria coureiro-calçadista sente impactos do tarifaço também na empregabilidade | abc+



Indústria coureiro-calçadista sente impactos do tarifaço também na empregabilidade

Foto: Abicalçados

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Embora a lista tenha retirado mais de 400 produtos que estavam na lista do tarifaço, o Rio Grande do Sul continua sendo fortemente impactado pela medida. Setores como coureiro calçadista e o metalmecânico seguem com a cobrança de 50% nos envios para os EUA. Entre agosto e outubro os embarques para os Estados unidos recuaram 34%.

“O nosso Estado não foi contemplado. Nós exportamos principalmente calçado, tabaco, madeira, derivados de madeira, como cercas, algo muito utilizado nos Estados unidos, móveis também. Os produtos da indústria gaúcha enviados para os Estados Unidos são produtos de maior valor agregado, com muita matéria-prima, mão de obra. É uma pena que novamente não fomos contemplados”, avalia o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier.

A expectativa, segundo o dirigente da Fiergs, é que as negociações passem, em breve, a incluir os setores essenciais para a economia gaúcha.

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“O que vejo de positivo é o diálogo. Em uma semana tivemos duas mudanças nas regras do jogo, espero que possamos ter outras mudanças que beneficiem o nosso Estado. Setores importantes para a economia do Brasil foram contemplados, isso é um ganho, quer dizer que o diálogo está funcionando”, afirma Bier que ressalta o trabalho realizado pela Fiergs e outras entidades juntamente com a iniciativa privada nos EUA.

“Os EUA zeraram tarifa de produtos que a população começou a ‘berrar’. Foi o caso da celulose que teve a tarifa zerada porque o papel higiênico começou a subir muito nos EUA. Estamos fazendo um trabalho nos EUA, com a iniciativa privada, para termos resultados também em outros setores”, explica Claudio Bier.

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Setor calçadista

O presidente da Abicalçados, Haroldo Ferreira, acredita que outros setores, como o calçadista, possam ser incluídos na lista. O dirigente ressalta que o impacto já aparece nas estatísticas de comércio exterior. Em outubro, as exportações para os Estados Unidos somaram 674,2 mil pares — cerca de 310 mil pares abaixo da média histórica registrada no mês ao longo da última década.

A associação afirma que mantém a expectativa de novos avanços nas negociações. “A partir da retirada de mais de 400 itens, estamos esperançosos que um avanço ocorra também para calçados até o final de 2025″, diz o dirigente.

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