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AMÉRICA LATINA

Nem Azul, nem Latam: Grupo dono da Gol encaminha acordo com outra empresa para virar gigante da aviação

Se confirmado, negócio dará origem a uma empresa praticamente do mesmo tamanho da Latam na América Latina

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Publicado em: 12/11/2025 às 15h:25 Última atualização: 12/11/2025 às 15h:26
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O jornal econômico Diário Financiero, de Santiago, revelou nesta quarta-feira (12) que o Grupo Abra, dono da Gol e da Avianca, estaria fechando um acordo com a companhia chilena Sky Airlines. Se confirmado, o negócio dará origem a um gigante da aviação na América Latina.

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Boeing 737 da Gol no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre | abc+



Boeing 737 da Gol no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre

Foto: Igor Müller/GES-Especial

A aquisição da Sky ainda não seria suficiente para tornar o Abra maior que a Latam, mas o tamanho dos dois grupos se aproximaria muito. Na metade deste ano a Latam contava com 355 aviões, enquanto que o Grupo Abra operava 318. Somando os 36 da Sky, a frota chegaria a 354, um a menos que a Latam.

Ao longo de sua história de 24 anos, a Sky informa ter transportado 69 milhões de passageiros, muitos deles chegando ou partindo do Brasil – atualmente a empresa opera em Belo Horizonte, Brasília, Florianópolis, Rio de Janeiro e São Paulo. No entanto, 69 milhões é o volume de passageiros transportados pelo Grupo Abra somente no primeiro semestre deste ano.

O professor Nicolás Riquelme, da Faculdade de Ciências Econômicas e Empresariais da Universidade dos Andes, diz que a compra da Sky pelo Grupo Abra cria uma empresa praticamente do mesmo tamanho da Latam se considerar número de aviões e de destinos atendidos.

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As fortalezas da Latam continuariam sendo Chile e Peru e, do Grupo Abra, Brasil e Colômbia. A concorrência Latam x Abra ficaria mais acirrada no Chile, onde mesmo sendo muito menor a Sky já representa 20% dos voos domésticos e 13% dos voos internacionais.

A Sky Airlines foi fundada por Jürgen Paulmann, que agora estaria negociando até 98% da empresa. Os outros 2% estão nas mãos de pequenos acionistas que podem optar por não seguir o mesmo caminho da família Paulmann. O Grupo Abra dá o negócio como bem encaminhado, enquanto que a Sky é mais cautelosa e fala em pré-acordo.

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