No Brasil, os supermercados e os consumidores estão com uma preocupação em comum: o aumento no preço dos ovos de galinha.
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Foto: Teun Nijn/Pexels
O preço do ovo tem se intensificado desde a segunda quinzena de janeiro, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Conforme o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Ceapa) da Universidade de São Paulo (USP), o valor no atacado chegou ao maior patamar diário, em termos nominais, em 12 anos. Ou seja, da série histórica que começou em 2013.
O mesmo foi notado na maior cidade produtora de ovos do Brasil, em Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo. Isso em termos reais e considerando a inflação.
Nas Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa/RS), uma caixa com 30 dúzias de ovos brancos saiu de R$ 180 em janeiro deste ano, para R$ 260 em fevereiro, no valor máximo. Os vermelhos foram R$ 220 para R$ 280.
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Aumento no valor tem mais de um motivo
A Abras explica que há mais de um motivo por trás da disparada. Entre eles, está na substituição feita pelos consumidores das carnes, que estão mais caras, pelos ovos. Junto a isso, está a chegada do período de Quaresma, onde as pessoas evitam comer carne vermelha, o que aumenta a demanda pelo ovo. Além do alto custo da ração.
A baixa oferta do alimento no atacado é um fenômeno sazonal, segundo a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). Entre dezembro e fevereiro, ela cai e se recupera em março.
Mudanças na categoria de peso
A portaria nº 1.179 do Ministério da Agricultura, publicada em setembro de 2024, diminuiu o peso médio de ovos em cerca de 10 gramas por unidade. Assim, o ovo pesa entre 38 e 47 gramas, o que antes era acima de 50. A Abras afirma que isso impacta diretamente no custo-benefício do alimento.
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Fora do País, ovo também está mais caro
Nos Estados Unidos, o preço do ovo também disparou, aumentando 15% em apenas um mês, com o temor por conta da gripe aviária.
*Com informações da Folha de S. Paulo