O potencial de consumo de São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Esteio, Portão e Capela de Santana aumentou 5,82% em 2025 na comparação com o ano anterior.

Foto: Amanda Krohn/Especial
As cinco cidades da região tiveram um potencial de consumo de R$ 21.774.799.567 em 2024 e de R$ 23.042.551.392 no ano passado, de acordo com dados divulgados pelo IPC Maps, banco de dados secundários, elaborado com base em dados divulgados por instituições oficiais.
“O destaque no desempenho de potencial de consumo fica para o município de Portão, com variação nominal de 23,8% entre 2024 e 2025, seguido por Capela de Santana (variação de 17,9%) e Sapucaia do Sul (variação de 16,0%)”, avalia o responsável pelo IPC Maps, Marcos Pazzini.
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Queda no País
Segundo Pazzini, analisando-se a região dos cinco municípios, houve queda de participação no potencial de consumo nacional, saindo de uma fatia de 0,29772% em 2024 para 0,28269% em 2025, causado pela queda do potencial de consumo em São Leopoldo entre 2024 e 2025.
“Nesta região houve queda também da quantidade de empresas ativas, saindo de um volume de 64.730 empresas em 2024 para 63.706 empresas em 2025, correspondendo a uma baixa de 1,6%”, observa Pazzini.
São Leopoldo
O potencial de consumo dos leopoldenses foi de R$ 10.748.091.170 em 2025. O número é 1,3% mais baixo em relação a 2024, quando o potencial foi de R$ 10.891.558.018. Com isso ocupou o 123º lugar no ranking nacional em 2025, e o 9º lugar no RS. Em 2024, o Município estava em 108º no ranking nacional do levantamento e em 8º lugar no ranking estadual.
O índice, calculado pela IPC Marketing Editora, mostra o quanto as famílias estão dispostas a gastar em determinada categoria econômica.
Em São Leopoldo a categoria Habitação liderou em 2025, com R$ 2,6 bilhões, seguida da categoria Veículo próprio, R$ 1,3 bilhões.
“Partimos da análise do PIB sobre a ótica da demanda para 2025. Projetamos o ano com base na expectativa de crescimento no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)”, explica o responsável pela pesquisa.

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A força do consumo local após desafios
O presidente da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Tecnologia de São Leopoldo (Acist-SL), Filipe Schuck afirma que o Município tem um forte potencial de consumo. “Mesmo após todos os desafios recentes, pandemia, obras e a enchente histórica, São Leopoldo demonstra uma notável capacidade de manter estável o seu potencial de consumo”. Nossa cidade resistiu, se reorganizou e preservou a força da sua economia, nos mais diversos setores da indústria, comércio, serviços e tecnologia”, considera.
“A presença do Tecnosinos, com milhares de profissionais qualificados e de alta renda, fortalece ainda mais esse cenário. É fundamental que toda essa energia econômica transborde para a cidade, impulsionando negócios locais, estimulando investimentos e consolidando uma cultura de consumo que favoreça o desenvolvimento interno”, afirma o dirigente da AcistSL.
“Quando o leopoldense compra aqui, ele mantém empregos, fortalece empresas e ajuda a transformar esse potencial em crescimento real para a nossa comunidade e para todo o Rio Grande do Sul. São Leopoldo segue forte e o consumo local é um dos pilares dessa força.
Realidade econômica das famílias
O valor é um somatório do potencial de consumo em 22 gêneros que representam a realidade das famílias. Entre elas, habitação, veículos próprios, alimentação dentro e fora de casa são as que concentram as maiores cifras em São Leopoldo, por exemplo, e também na maioria das cidades.
O levantamento também divide as residências de acordo com a classe: A, B, C e D/E – parâmetro definido pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep). A entidade analisa itens de posse, veículos e escolaridade das famílias, relacionando com a renda.
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Sobre a metodologia
A metodologia utilizada desde 1995 é um formato consolidado no Brasil e no exterior, segundo Panizzi. “É um trabalho único que segue uma metodologia de primeiro mundo”, define. O levantamento utiliza informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Ministério da Fazenda. Através de softwares de geoprocessamento, a pesquisa abrange todos os 5.570 municípios brasileiros.