O presidente da cooperativa, Jorge Dinnebier respondeu ao questionamento na manhã desta terça-feira (17), em entrevista ao ABCmais/Jornal NH.

Foto: Divulgação
LEIA TAMBÉM: Projeto do Sebrae oferece consultorias para criar coleções e investir em e-commerce; veja detalhes
“Não, a Piá não vai fechar. Os consumidores seguirão encontrando os produtos da cooperativa. A Piá seguirá produzindo e entregando os seus produtos. É uma liquidação com continuidade do negócio”, afirmou Dinnebier.
Segundo ele, a legislação que rege as cooperativas é diferente da que dita normas para empresas em caso de recuperação extra judicial.
“Fomos buscar assistência jurídica e com entidades do setor. Desde o Plano Real, por exemplo, 39 cooperativas no Rio Grande do Sul entraram com processo de liquidação e mais de 70% delas conseguiram se reerguer. A liquidação é apenas um mecanismo da lei e é muito importante para a continuidade de uma cooperativa. Ela permite uma melhor organização financeira, flexibiliza acordos de pagamento e permite organizar o fluxo de caixa”, disse o presidente.
CLIQUE PARA LER: Consórcio de Brasília é o primeiro colocado na licitação do Aeroporto da Serra Gaúcha
E quais medidas podem ser tomadas caso a liquidação seja efetivada? Entre as ações, o presidente da Piá avalia a possível venda e/ou terceirização dos negócios.
“Podemos fazer parcerias para voltar a todo vapor. Já temos contratos com empresas do setor lácteo, mas estão sob confidencialidade e não posso dar detalhes. Uma terceirização ou negociação com investidores é fundamental, a cooperativa precisa de aporte”, destacou.
Caso o processo de liquidação seja aprovado na votação do dia 26 e com o plano de ações em curso, este deverá ser repassado e atualizado aos associados a cada 6 meses.