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COOPERATIVISMO

R$ 31 milhões distribuídos e participação recorde de associados na assembleia da Sicredi Pioneira

Processo assemblear de 2026 chegou ao fim dia 8 de maio, quando os valores foram creditados; mais de 35 mil pessoas participaram das decisões neste ano

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Publicado em: 12/05/2026 às 06h:00 Última atualização: 11/05/2026 às 23h:38
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A Sicredi Pioneira encerrou na última sexta-feira (8) o processo assemblear de 2026 com recorde de participação e a distribuição de R$ 31,1 milhões aos associados. O valor é referente ao percentual do resultado líquido distribuído de acordo com a movimentação financeira de cada cooperado.

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Sede da Sicredi Pioneira em Nova Petrópolis | abc+



Sede da Sicredi Pioneira em Nova Petrópolis

Foto: Divulgação

Ao todo, pouco mais de 35 mil pessoas participaram na assembleia online realizada em 5 de março. Pela primeira vez a assembleia foi totalmente digital. Na pauta, prestação de contas, eleição de coordenadores de núcleo, destinação de recursos ao Fundo Social e a distribuição dos resultados.

“Nossa expectativa em relação ao processo assemblear de 2026 era que ele fosse, acima de tudo, inclusivo e inovador. Com o fechamento do ciclo e a consolidação dos resultados, outras palavras passam a definir esse momento”, destaca o presidente do Conselho de Administração, Tiago Luiz Schmidt.

“Foi histórico, não apenas por ter sido a primeira assembleia 100% online, mas também pela participação recorde. Mais do que dobramos o número de associados em relação a 2025, o que evidencia o interesse em fazer parte das decisões e da construção da cooperativa”, acrescenta.

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Destinação dos resultados

Entre os encaminhamentos definidos no encontro estava a destinação dos resultados. A pauta incluiu a definição do percentual do resultado líquido a ser distribuído diretamente aos associados, de acordo com a movimentação financeira de cada um. Neste ano, foi aprovada a distribuição de R$ 31,1 milhões, que foram creditados na conta capital na última sexta-feira. Somados os juros ao capital social, pagos em 15 de dezembro de 2025, o retorno direto alcança R$ 78,7 milhões, valor 37% maior do que o registrado no ciclo anterior.

Segundo Schmidt, o montante expressa a lógica do cooperativismo na prática: os recursos retornam para quem faz parte do negócio. “Isso fortalece a economia local e gera efeitos diretos nas comunidades. É através deste gesto que cada associado tem a certeza de que está contribuindo para o desenvolvimento econômico e social de sua cidade”, complementa.

Em 2025, o movimento representou um impacto financeiro total de R$ 391,2 milhões na região, considerando ações diretas e indiretas promovidas pela atuação da Sicredi Pioneira.

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Programas sociais e educacionais

Os resultados apresentados na assembleia também viabilizam uma série de iniciativas que impactam diretamente as comunidades da área de atuação da cooperativa. Neste ano, o Fundo Social receberá R$ 5 milhões, enquanto os fundos educacionais terão investimentos que chegam a R$ 12 milhões.

Os valores sustentam ações voltadas à educação, inclusão financeira, cooperativismo, sustentabilidade e desenvolvimento de diferentes públicos, incluindo programas como A União Faz a Vida, Cooperativas Escolares, Comitê Jovem, Mães Que Fazem Acontecer, Sucessão Rural Familiar, entre outros.

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Fundo de reserva

Além dos resultados financeiros que retornam diretamente aos associados, a Sicredi Pioneira atua com foco na solidez e na proteção coletiva. Por isso, destina parte dos recursos ao fundo de reserva, um dos principais mecanismos de sustentação do seu patrimônio. Formado ao longo dos anos, esse valor funciona como uma salvaguarda financeira para a instituição e seus associados.

De acordo com o diretor executivo da Sicredi Pioneira, Solon Stapassola Stahl, essa é uma prática que diferencia o cooperativismo dos bancos tradicionais. “Neste ano, R$ 120 milhões foram destinados ao fundo de reserva, elevando o total acumulado para R$ 676 milhões. Trata-se de um recurso que permanece no patrimônio da cooperativa para fazer frente a possíveis prejuízos futuros, sem a necessidade de aporte adicional por parte dos associados”, explica.

Para ele, essa estrutura, somada ao Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), reforça a solidez da instituição e sustenta sua capacidade de gerar resultados ao longo do tempo. “Fortalecer o patrimônio e manter mecanismos de proteção é essencial para garantir a continuidade da cooperativa e a segurança de quem confia seus recursos a ela”, conclui.

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