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ECONOMIA

Rio Grande do Sul quer estreitar relações com a França; veja como está situação com os EUA

Presidente da Fiergs, Claudio Bier, teve uma reunião com a cônsul-geral da França em São Paulo, Alexandra Mias

Juliana Dias Nunes
Publicado em: 29/10/2025 às 17h:03 Última atualização: 29/10/2025 às 17h:03
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O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, recebeu, na última terça (28), a cônsul-geral da França em São Paulo, Alexandra Mias, em visita à sede da entidade. Bier destacou a possibilidade da formalização do acordo Mercosul-União Europeia como uma oportunidade para fortalecer a indústria gaúcha.

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Alexandra e Bier durante encontro na Fiergs, em Porto Alegre | abc+



Alexandra e Bier durante encontro na Fiergs, em Porto Alegre

Foto: Dudu Leal

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Ao tratar da ampliação da presença francesa no Brasil, Alexandra destacou a proximidade entre os dois países. “Queremos atrair mais empresas de médio e pequeno porte para o país”, disse. A França é uma das principais investidoras no Brasil, com cerca de 1,2 mil subsidiárias que geram aproximadamente 520 mil empregos diretos.

Também estavam presentes o conselheiro político do consulado, Marceau Ferrand; o cônsul-honorário da França no RS, Roner Guerra Fabris, e o gerente de Relações Internacionais e Comércio Exterior do Sistema Fiergs, Luciano D’Andrea.

RS e França

As exportações gaúchas para o país europeu são lideradas pelos resíduos da indústria alimentícia, que representam 74,31% do total, seguidos pelas pastas de madeira (7,50%), calçados e suas partes (6,57%) e tabaco (4,39%).

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Já as importações provenientes da França concentram-se principalmente em máquinas e instrumentos mecânicos (19,78%), bebidas alcoólicas e vinagres (17,21%), produtos plásticos e suas obras (17,13%) e veículos e suas partes (4%). Em 2024, a corrente de comércio entre o RS e a França totalizou US$ 398,3 milhões.

E os Estados Unidos?

A relação comercial com os EUA depende das negociações entre os governos brasileiro e norte-americano. Enquanto a conversa entre Lula e Trump não rende efeitos práticos, a indústria gaúcha sente as consequências.

Em setembro a queda nas exportações da Indústria da Transformação para os EUA foi de mais de 50%. Bier lembra que mesmo que as tarifas sejam eliminadas os embarques levarão meses para volta ao padrão habitual.

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