A decisão preliminar do Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR), que anunciou uma recomendação para uma nova taxa de 25% sobre exportações brasileiras aos Estados Unidos, repercutiu negativamente no setor calçadista.

Foto: Divulgação/Abicalçados
De acordo com o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), embora a decisão tomada no âmbito da Seção 301 seja passível de reversão, há preocupações com os impactos que a decisão poderá trazer ao setor que passa por uma recuperação.
“Historicamente, os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras de calçados. A medida é anunciada em um momento de recuperação, após queda do tarifaço de 50%, ocorrida no final de fevereiro. A possibilidade de nova tarifa adicional traz mais insegurança tanto para o exportador brasileiro quanto para o importador norte-americano” avalia o dirigente.
Ferreira observa que a iniciativa, liderada pelo governo de Donald Trump, tem potencial de criar uma desvantagem competitiva para as exportações nacionais em benefício de outros exportadores para os Estados Unidos, em especial os asiáticos.
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Ainda não é definitivo
A Abicalçados lembra que a decisão ainda não é definitiva. Ela será submetida a consulta pública até 15 de julho, período em que poderão ser apresentados argumentos técnicos e econômicos pelas partes interessadas.
Na avaliação da entidade que representa o setor a nível nacional, há margem para revisão da medida por meio do diálogo bilateral e da atuação coordenada entre governo e setor privado. A Abicalçados informou ainda que seguirá acompanhando as discussões e contribuindo para a defesa dos interesses da indústria calçadista brasileira no mercado norte-americano.
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Momento de recuperação
Já no acumulado do quadrimestre, as exportações para o destino somaram 3,8 milhões de pares e US$ 54,5 milhões, alta de 7,8% em volume e queda de 18,9% em receita no comparativo com o mesmo intervalo de 2025.