A taxa de 50% sobre todos os produtos brasileiros que entrarem em território norte-americano a partir de 1º de agosto tem gerado muitas incertezas na economia brasileira. Apesar do dólar e da bolsa estarem estáveis no momento, muitos setores serão prejudicados caso a medida seja mesmo efetivada pelo governo Trump.

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial
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E como ficam os investimentos neste momento? Arthur Müller Fiedler, gerente de investimentos na Sicredi Pioneira, e André Luís Momberger, vice-presidente de Economia da ACI e sócio fundador da Focus Invest Assessoria de Investimentos, falaram sobre oportunidades na área de investimentos sob o cenário atual que envolve o impasse EUA X Brasil.
Fiedler lembra que historicamente a taxa de juros Brasil é alta e a renda fixa deve seguir com uma “fatia” em todos tipos de perfis de investidores.

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“Uma parcela dos investimentos vai para a renda fixa em todos tipos de perfis de investidores. Temos um desafio fiscal no Brasil pra que a taxa de juros possa descer em estrutura de longo prazo. Neste momento, há um cenário internacional bastante adverso. O melhor é o caminho diplomático, não bater de frente com os EUA“, avalia.
Momberger destaca que é importante olhar para mercados de modo geral na hora de decidir a forma de investir, ou seja a fórmula: análise + diversificação. “No meio da confusão sempre terá oportunidade”, afirma Momberger, que é investidor há 25 anos.
“A renda variável global teve o melhor investimento em 10 anos. A renda fixa inflação é um dos ativos em que menos se erra em previsão e em 10 anos foi o 2º melhor investimento”, observa.
Diante do cenário incerto, Momberger traz dicas para 3 perfis de investidores com base em análise feita pela XP. Confira:
Conservador: 70% em pós-fixados (geralmente determinado pelo CDI), 15% em inflação (rendimento ajustado conforme a variação da inflação, geralmente medida pelo IPCA) e 2,5% em prefixados.
Moderado: 35% em pós-fixados, 25% em inflação e 7,5% em prefixados.
Sofisticado: 15% em pós-fixados, 30% em inflação e 5%.