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EUA X BRASIL

TARIFA DE TRUMP: Com cargas paradas, exportadores buscam alternativas para driblar imposto dos EUA

Entenda situação que prejudica economias brasileira e gaúcha

Juliana Dias Nunes
Publicado em: 17/07/2025 às 15h:32 Última atualização: 17/07/2025 às 15h:32
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O novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos que eleva para 50% a cobrança sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto já afeta embarques de segmentos exportadores em portos de todo o País. Entre eles, pescado, mel e madeira.

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Exportações brasileiras | abc+



Exportações brasileiras

Foto: Divulgação

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No segmento de pescado, o mercado norte-americano representa 70% das exportações e mais de US$ 240 milhões de dólares, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Pescados (Abipesca).

A situação ocorre também em portos gaúchos, como o porto de Rio Grande. A vice-presidente de Internacionalização da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), Sheila Bonne, segue recebendo relatos de empresas afetadas com o impasse entre EUA e Brasil.

Na última sexta-feira (11), exportadores mencionavam a redução no volume de embarque para o mercado norte-americano. Agora, já há a paralisação do envio de cargas para os EUA. “Tive uma reunião nesta semana com um parceiro e todos os embarques de alimentos (trabalham com diversos fornecedores) estão suspensos”, conta Sheila, em entrevista ao ABCmais nesta quinta-feira (17).

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E o que fazer diante deste cenário? De acordo com a vice-presidente da ACI, alguns exportadores estão optando por direcionar suas cargas para outros países. “Mas há muitos produtos pensados e direcionados especialmente para o mercado norte-americano. Produtos com rótulos, embalagens, tudo focando nos EUA. Nestes casos, o pessoal está tentando negociar”, explica.

Outra alternativa

A preocupação por parte dos empresários gaúchos e brasileiros é que a cobrança do imposto costuma ocorrer no registro de declaração. Neste caso, até a carga chegar aos Estados Unidos ela teria o adicional de 50%. 

“O fato gerador é muito grave. No Brasil também é assim, quando há mudança em lei, como a questão do dumping, a taxação costuma ser no registro da mercadoria, no país destino. Por isso, empresários estão tentando viabilizar, via associações, para que levem aos representantes políticos esta demanda, para que o fato gerador do embarque seja aqui”, detalha.

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