O setor industrial será fortemente afetado com a efetivação da taxa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada por Trump na semana passada. Nesta terça (15), representantes de entidades e empresários participam de reuniões com o Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para discutir a estratégia de resposta do País às medidas de Donald Trump.
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Fazem parte das discussões e encaminhamentos os ministros Geraldo Alckmin (MDIC), Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos). Pela CNI, participa o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban.
Em encontro na manhã desta terça (15), Alban defendeu o caminho das negociações com os Estados Unidos antes de recorrer à retaliação imediata. O posicionamento é consenso no setor e foi definido em reunião virtual ontem (14) entre todos os presidentes de federações da indústria, incluindo a Fiergs.
Alckmin, destacado pelo Palácio do Planalto para encabeçar as negociações com os americanos, afirmou que o governo vai trabalhar para reverter as novas tarifas, consideradas por ele “completamente inadequadas”.
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Pedido de adiamento
O presidente da CNI também reforçou o pedido para que o governo federal articule juntos aos Estados Unidos uma ampliação de 90 dias para o começo da vigência da nova tarifa que começará a valer em 1º de agosto.
“Estamos falando aqui só de perde-perde. Não tem ganha-ganha. Perde a indústria, perde a economia, perde o social. Gostaríamos de colocar na mesa um adiamento de 90 dias no prazo para início da vigência (da tarifa). Queremos colocar a discussão de acordos setoriais e bilaterais. Discutir bitributação”, ressalta.
A estimativa preliminar da indústria é de uma perda de pelo menos 110 mil postos de trabalho, caso a medida entre em vigor nos termos anunciados, além de forte impacto sobre o PIB.