Diante do anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tarifar em 50% as exportações brasileiras, entidades de setores que podem ser afetados pela medida se manifestam desde a quarta-feira (9) a respeito do impasse comercial.
Nesta quinta-feira (10), o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, defendeu que o principal caminho para a crise entre os dois países é a negociação e a mediação.

Foto: Molly Riley
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A promessa de Trump é que a tarifa sobre produtos brasileiros, passe a valer a partir de 1º de agosto, o que afetaria diretamente a competitividade do setor industrial.
Bier destaca que os Estados Unidos são um importante parceiro comercial do Brasil, sendo o segundo maior destino das exportações gaúchas (8,22% do total exportado em2024) e o terceiro país nas importações do Rio Grande do Sul (10,7%).
“A importância dos Estados Unidos é gigantesca para nós. Exportamos muito fumo, madeira, calçados, celulose. Essas tarifas nos atingem diretamente. Por isso, nossa posição é pela mediação para a solução do impasse comercial”, diz.
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União de esforços
O presidente da Fiergs ressalta que, desde o anúncio, está em contato com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e dirigentes das demais federações industriais para que juntem esforços em favor da negociação.
“Temos de intermediar essa relação, porque se ficar como está, será muito ruim para todo o Brasil, para todas as indústrias e para todo o comércio. É hora de ter calma e negociar, com toda a força da indústria brasileira unida, para superarmos o impasse que está criado”, reforça.
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Segundo ele, o Sistema Fiergs entende que não há fato econômico que justifique a elevação das tarifas, que ameaçam a competitividade das aproximadamente 10 mil empresas brasileiras que exportam para os EUA.
Há muitos anos, a balança comercial entre os dois países é superavitária para o lado norte-americano. Na visão de Bier, se mantida, a mudança ameaça empregos e a operação de muitas indústrias.
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Negociação
“Acredito que o presidente Trump não venha a exercer esses 50% anunciados. Em casos parecidos com outros países, ele acabou negociando. Por isso, o caminho é a mediação, a conciliação”, pontua Bier.