O governador Eduardo Leite (PSD) defendeu, nesta sexta-feira (29), uma atuação mais efetiva do governo federal diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
O chamado “tarifaço”, implementado pelo governo norte-americano e em vigor desde o último dia 6, aplica uma alíquota de 50% sobre diversos produtos brasileiros. De acordo com o Palácio Piratini, o Rio Grande do Sul é um dos estados mais afetados, com tarifas adicionais incidindo sobre 85,7% das exportações gaúchas para os Estados Unidos, o que representa aproximadamente US$ 1,6 bilhão em vendas anuais.
Indústria coureiro-calçadista sofre impacto direto
O setor coureiro-calçadista é um dos mais prejudicados com a medida. Concentrado nos vales dos Sinos e Paranhana, o segmento tem no mercado norte-americano seu segundo principal destino. Leite destacou que o Estado já iniciou ações emergenciais para apoiar as empresas exportadoras, enquanto aguarda uma solução diplomática liderada pelo governo federal.
“Estamos dialogando com o consulado, mapeamos as secretarias e as empresas afetadas. Das 174 empresas mais diretamente impactadas — porque o maior faturamento delas vem de exportações para os Estados Unidos — uma boa parte, talvez metade, é do setor coureiro-calçadista”, afirmou o governador.
Segundo Leite, o Estado está oferecendo crédito subsidiado e priorizando a liberação de saldos credores de ICMS como forma de manter essas empresas em operação enquanto se busca a abertura de novos mercados ou a reversão das tarifas via articulação diplomática.
“É uma forma de dar fôlego a elas [empresas] até que haja, a partir de uma negociação que é papel do governo federal e que está ocorrendo, ou abertura de novos mercados, que haja um posicionamento melhor para a sobrevivência dessas empresas”, completou.