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EUA X BRASIL

"Há o risco de gerar ainda mais prejuízo": Veja avaliação da Fiergs sobre reciprocidade brasileira ao tarifaço

Entidades temem Lei de Reciprocidade Econômica e defendem negociação; entenda

Juliana Dias Nunes
Publicado em: 29/08/2025 às 17h:00 Última atualização: 29/08/2025 às 17h:00
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O governo brasileiro deu mais um passo para a aplicação Lei de Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, em resposta ao tarifaço de 50% aplicado contra produtos brasileiro desde o dia 6 de agosto. Para a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) o melhor caminho ainda é a negociação.

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Claudio Bier | abc+



Claudio Bier

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial

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Para a entidade que representa indústria do RS, a Lei da Reciprocidade Econômica não é a melhor estratégia a ser adotada neste momento. Na visão do presidente da Fiergs, Claudio Bier,  a adoção de medidas de retaliação pode levar a outras restrições por parte do governo Donald Trump, provocando uma escalada da crise.

“Há o risco de gerar ainda mais prejuízo para as indústrias, inclusive aquelas que dependem de insumos importados dos Estados Unidos. Por isso, é fundamental que o Brasil priorize o diálogo para proteger a competitividade das nossas exportações“, avalia Bier.

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Entenda

Na quinta-feira (28), o governo federal iniciou o processo que pode levar à aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos. O Brasil deve notificar oficialmente o governo norte-americano sobre o início do processo ainda nesta  sexta (29). 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também reforçou a defesa do uso de instrumentos de negociação. Neste sentido, uma comitiva liderada pela CNI com mais de 100 líderes de associações e empresários industriais desembarcará no começo da semana que vem em Washington, para uma série de compromissos com empresários e representantes do poder público dos EUA.

Como representante do setor industrial brasileiro, a CNI formalizou uma manifestação em defesa do Brasil, argumentando que o País não adota práticas injustificáveis, discriminatórias ou restritivas ao comércio bilateral.

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*Com informações da Fiergs

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