O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que impõe tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, elevando a taxa total para 50%. A decisão ocorreu nesta quarta-feira (30) na Casa Branca.
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Foto: Daniel Torok/Casa Branca
O documento oficial justifica a ação como forma de “lidar com políticas, práticas e ações recentes do Governo do Brasil que constituem uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos”.
A medida representa uma escalada significativa nas tensões comerciais entre os dois países. A imposição da tarifa está relacionada ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Brasil. Trump alega que o Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro estaria realizando uma “caça às bruxas” ao julgar Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
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Mais cedo, o presidente norte-americano publicou em sua rede social que não haverá extensão do prazo para negociações com parceiros comerciais. “O prazo de 1º de agosto é o prazo de 1º de agosto — ele continua firme e não será prorrogado. Um grande dia para a América!!!”, afirmou Trump.
O Brasil recebeu a maior tarifa entre todos os países afetados. O governo brasileiro tem respondido às exigências norte-americanas destacando a independência do Poder Judiciário no país.
“A Ordem declara uma nova emergência nacional com base na autoridade do Presidente segundo a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977”, informou a Casa Branca em comunicado oficial.
Em 2 de abril deste ano, Trump havia anunciado “tarifas recíprocas” para todos os países. Naquele momento, o Brasil enfrentaria uma tarifa de apenas 10%, considerando que os EUA mantêm superávit comercial com o país.
Enquanto Japão e União Europeia conseguiram reduzir suas tarifas por meio de negociações com os Estados Unidos, Brasil, México e Canadá viram suas taxas aumentarem.
A Casa Branca não especificou quais produtos brasileiros serão afetados pela nova tarifa de 50% nem estimou o impacto econômico total para as exportações do Brasil.