Classificação sem sobressaltos, primeiro lugar e mais um 3 a 0 na Copa. A seleção de Carlo Ancelotti começa a fazer o brasileiro sonhar com a possibilidade de mais uma estrela.

Foto: fotos PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP
Foi um jogo seguro no Hard Rock Stadium, em Miami, com marcação firme na saída de bola do adversário. E foi nesta pegação que saíram os dois primeiros gols da noite desta quinta-feira (24).
Aos 6min e meio do primeiro tempo, Vini aproveitou um desarme na grande área do Rayan, tirou o goleiro escocês da jogada e tocou para as redes. O segundo do jogo (o quarto de Vini na Copa) veio aos 47min, após desarme que acabou no pé de Danilo que cruzou para o camisa 7 tocar de cabeça para o gol.
Vini até marcou um outro gol antes, aos 21min, anulado de forma polêmica via VAR. O juiz acabou dando falta, mas muitos comentaristas de arbitragem criticaram a decisão, relatando lance de jogo. Mas não fez falta – o gol, no caso – a não ser na tabela de artilheiros, já que se tivesse feito três gols Vini somaria cinco na competição e se igualaria a Messi (com um jogo a menos, é claro) na artilharia da Copa.
Aliás, a 7 parece estar dando sorte para Vini. A camiseta já foi de Jairzinho, que fez gol em todos jogos da Copa de 1970, assim como Vini vem fazendo até agora. Como diria Zagallo, faltam cinco jogos. A goleada foi completada por Matheus Cunha, que surfou o seu terceiro gol na Copa, aos 14 do segundo tempo, após passe açucarado de Bruno Guimarães em bela e rápida jogada de ataque.
Mais segurança e firmeza
Carlo Ancelotti conseguiu nesta noite de quarta-feira (24) a atuação mais segura da equipe, mostrando avanços jogo a jogo nesta primeira fase. A marcação mais avançada funcionou e deu resultado com dois gols.

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A escalação com Alisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Douglas Santos (Alex Sandro), Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá, Rayan (Endrick), Matheus Cunha (Neymar) e Vini Jr. deve ser a que entra em campo na tal fase 16-avos, que traz aquela etapa eliminatória de vencer e seguir em frente ou de perder e dar adeus à Copa.
O futebol apresentado ainda não é exuberante, mas, dentro do pragmatismo, na busca de resultados práticos, que é a escola de Ancelotti, a seleção mostra, pela primeira vez em muito tempo, mais segurança na defesa (ainda com alguns escorregões – Alisson salvou nos minutos finais) e transição e ataques rápidos, faltando um pouco mais de capricho na finalização.
Não é sensacional, mas já dá para sonhar.
O retorno de Neymar

Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP
Seja fã ou não, a volta de Neymar foi uma cereja a mais no bolo do bom jogo contra os escoceses. Ele entrou no lugar de Matheus Cunha, aos 30min do segundo tempo.
Se apresentou para o jogo e mostrou que está a fim de bola. É uma boa notícia. Ótima, aliás.
Talvez seja um reforço de segundo tempo, por enquanto, mas ter Neymar de volta ao time, mesmo que seja no banco, é um acréscimo de qualidade que estremece os adversários.
O Brasil sempre teve um camisa 10 e mesmo que o menino Ney que não é mais menino não seja unanimidade, ele tem talento e pode, em uma jogada, definir um jogo.
Adversário sai nesta quinta-feira à noite
Com a primeira colocação conquistada no Grupo C, a seleção brasileira vai encarar na próxima segunda-feira (29), em Houston, nos EUA, às 14h (horário de Brasília), o segundo colocado do Grupo F, que, por enquanto, é o Japão – mas pode pintar Holanda ou Suécia, dependendo dos resultados de hoje.
A definição ocorre nesta quinta-feira (25), a partir das 20 horas, com a rodada dupla que tem a líder Holanda (4 pontos) contra a já eliminada e zerada Tunísia, e o segundo colocado Japão (4 pontos, atrás da laranja só por um gol pró) contra a Suécia que é a terceira colocada, um ponto atrás dos líderes.
A princípio, holandeses e japoneses são os favoritos. Se eles vencerem pelo mesma diferença de gols dá Japão contra o Brasil. Mas futebol não é um esporte lógico, né? Então, é aguardar até o apito final perto das 22 horas desta quinta.