Outra vez, o Rio Grande do Sul dá demonstrações de fé no hexa e simboliza essa crença de maneira artística. A obra da vez está em Portão, na Avenida Ceará, e ilustra o camisa 19 da seleção brasileira, Endrick. O jovem é um dos “homens gol” da Canarinha, e carrega na pouca idade a expectativa de um futuro brilhante para o Brasil.

Foto: Vandré Brancão/GES-Especial
Novamente, a pintura foi de responsabilidade do artista hamburguense Joacaz Santos, envolvido nas obras de Neymar e Alisson em Novo Hamburgo. O Endrick de Portão tem duas versões: uma maior, de 13 x 5m, e outra menor, de 11 x 4m. A arte ainda conta com a frase “Rumo ao Hexa”, o brasão da seleção e a taça da Copa do Mundo. Ao todo, são cerca de 200 m² ilustrados.
“Fazia tempo que eu não via a torcida, o brasileiro em peso, empolgado. Isso que está acontecendo aqui, vem acontecendo muito em outros estados, também”, define Joacaz, que nunca antes havia trabalhado em moldes como nas últimas semanas. O trabalho da vez foi solicitado pela empresa Top Car NH, que comprou e recebeu tinta de empresa parceiras, e também dispôs de alguns de seus colaboradores auxiliando na pintura.
Os trabalhos começaram na manhã de segunda-feira (15), com a projeção da imagem. Até o fim da manhã desta quarta-feira (17), o processo de pintura foi desenvolvido e finalizado. “Todo mundo estava fazendo, então aderimos um pouco mais”, explica Mateus Bratz, gerente da loja, sobre a ideia que levou à pintura.
Etapas da obra e detalhes do artista
Além de fazer o desenho inicial, Joacaz conta que o processo relacionado à conclusão do trabalho exige vistorias constantes de como tudo está ficando. “Olhando aqui de baixo, às vezes, parece só uma mancha, de cima traz um efeito diferente. O auxílio do drone ajuda completamente nisso, de saber se a proporção está correta, se alguma sombra que fizemos não está no lugar certo. Tem que ter esse cuidado”, explica.
Conforme o artista, alguns detalhes da pintura fazem parte de sua identidade. “Tento trabalhar em cima da ideia que o cliente traz, mas sempre trazendo meu toque artístico. Gosto bastante de trabalhar com lettering, já trouxe um outro estilo diferente do que fiz no Alisson. E um dos meus registros são os meus respingos, que são conhecidos como splash; é uma das minhas marcas registradas”, revela Santos.

Foto: Bruno Morais/GES-Especial
Por que o Endrick?
Diferente de outras homenagens, a obra em questão não reconhece nenhum atleta local, como Alisson, tampouco nomes mais valorizados na seleção, como Neymar e Pelé. “A ideia foi fazer diferente. Por que o Endrick? Porque ele é a nova geração, um rapaz bem humilde. Creio que no próximo jogo, (se) o Ancelotti botar ele (para) jogar (vai) ajudar a seleção. Nessa estreia, creio que, se ele tivesse jogado, poderia ter sido diferente”, detalha um dos idealizadores da homenagem, Mateus Bratz.
O responsável pela obra corrobora com o projeto inédito: “Eu acho que o jogo de sexta é nosso, pelo menos uns 2 a 0 acho que sai. Tomara (que tenha gol do Endrick), é um apelo para o Ancelotti largar ele (entre os titulares)”, brinca Joacaz Santos.
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Inspiração
Para Santos, o trabalho vai além da parte estética. “É muito gratificante estar sendo chamado para fazer estes trabalhos. Mas, uma das principais questões é o quanto eu vejo que estou inspirando as crianças e isso é algo que prezo muito”, revela o hamburguense.