Uma modalidade que ganha cada dia mais adeptos em Gramado. O pickleball, esporte considerado febre nos Estados Unidos e Europa, também ganhou centenas de fãs na cidade.
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Foto: Fernanda Fauth/GES-Especial
Com 82 anos, a austríaca Christa Keeling foi a responsável por apresentar o fenômeno. Em uma parceria com a Secretaria de Esporte e Lazer, há quase dois anos duas quadras foram construídas, financiadas por Keeling, no complexo junto ao ginásio Perinão. O espaço foi cedido pela pasta municipal e a comunidade pode usufruir do esporte de forma gratuita.
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“O Pickleball chegou para ficar em Gramado. É impressionante como a modalidade tem crescido em pouco tempo e conquistado pessoas de diferentes idades. Hoje, vemos famílias, amigos e atletas se reunindo em torno dessa nova paixão, o que mostra que Gramado tem um público cada vez mais aberto a novas práticas esportivas e de lazer”, pontua o secretário de Esporte e Lazer, Lucas Roldo.
Novos passos
Aos poucos, não apenas aumenta o número de praticantes, mas também de competições que são realizadas no município.
Mas a paixão pelo esporte fez com que três praticantes fossem além. Lucas Ghisleni, Fellipe de Oliveira e Hanz Kelling estão à frente de um novo empreendimento: o Clube de Pickleball.
Com previsão de inauguração no dia 1º de dezembro, locaram um pavilhão no E. C. Gaúcho, no bairro Mato Queimado, o qual está sendo reformado para receber três quadras profissionais da modalidade.

Foto: Fernanda Fauth/GES-Especial
“Tivemos um campeonato em outubro e teríamos oito quadras. Quatro cobertas e quatro descobertas, foi uma competição muito grande, uma etapa da Linha Suprema, com 328 inscritos, muitas pessoas de fora do Estado e até do País. Mas choveu muito. Ficamos com poucas quadras e foi bem complicado”, conta Fellipe, sobre a motivação e como surgiu a proposta do clube.
Quadras cobertas nos planos
A ideia da Secretaria de Esporte também é construir quadras cobertas. Hoje, no Perinão, as existentes são descobertas, o que impossibilita jogos em dias de chuva ou muito úmidos. Devido ao material leve da bolinha, rajadas de vento também podem prejudicar o andamento das partidas.
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“Sabemos da importância de oferecer espaços adequados para a prática durante o ano inteiro, especialmente com o clima de Gramado. A Secretaria já estuda, junto com parceiros privados a viabilidade de construir quadras cobertas. Isso vai permitir que o Pickleball continue crescendo, com conforto e segurança”, diz Lucas.
Mudança de vidas
Fellipe e Lucas contam com histórias de como o pickleball mudou as suas vidas.
Lucas é professor de Yoga e Meditação e nos últimos meses começou a se aventurar em competições e a também dar aulas do esporte. “Eu entrei na leva dos beneficiados da Christa, em janeiro de 2024. Tenho 32 anos e desde os 5 anos jogava tênis. E do tênis ao pickleball é um caminho bem direto”, relembra. “Fomos jogar um torneio em Porto Alegre recentemente e fomos campeões, o Diego e eu em duplas”, celebra.
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Já Fellipe, que conheceu o esporte pelo irmão, perdeu 40 quilos em um ano graças ao pickleball. “Comecei a jogar no fim de 2024, com certeza evolui bastante desde a primeira vez e quero participar de mais campeonatos”, diz. “Jogo praticamente todos os dias. E quando inaugurar aqui, aí não vai ter horário, vai ser em três turnos.”