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RALLY DOS SERTÕES

Pai e filho de Novo Hamburgo representarão o RS no maior rally do Brasil

Dupla de Novo Hamburgo disputa a maior prova off-road do país, que começa neste sábado e atravessa cinco estados até o dia 3 de agosto

Dário Gonçalves
Publicado em: 24/07/2025 às 14h:01 Última atualização: 24/07/2025 às 14h:01
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A paixão por velocidade, lama e poeira vai unir mais uma vez pai e filho de Novo Hamburgo no maior rali do Brasil. Moradores do bairro Primavera, José Carlos Schorr, de 64 anos, e José Carlos Bondan Schorr, de 28, estarão na largada do Rally dos Sertões 2025, que começa neste sábado (26) e segue até 3 de agosto. Eles disputarão a prova a bordo de uma Mitsubishi L200 Triton, competindo na categoria Stock.

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José Carlos filho e José Carlos pai estarão juntos pela quarta vez no Rally dos Sertões | abc+



José Carlos filho e José Carlos pai estarão juntos pela quarta vez no Rally dos Sertões

Foto: Victor Eleutério/Divulgação

Esta será a quarta vez que os dois enfrentam juntos o desafio do Sertões – o segundo maior rally do mundo. Em 2023, ficaram em quarto lugar na categoria, e em 2024 subiram uma posição, encerrando a prova em terceiro. Agora, esperam repetir a consistência das edições anteriores para buscar novo pódio. “Estamos muito ansiosos e motivados. Nossa expectativa é fazer uma corrida consistente, dia após dia, porque o Sertões é muito longo e exigente”, resume o filho, que atua como navegador ao lado do pai, piloto experiente com nove participações anteriores, incluindo um vice-campeonato.

Tradição, família e adaptação

A trajetória no rali começou com o pai, lá em 2002, quando o Sertões ainda ganhava fama como o maior rali das Américas. Desde criança, Bondan acompanhava as aventuras do pai e nutria o desejo de um dia competir com ele. “Eu comecei por influência dele, desde pequeno via ele correndo, Então sempre tive muita vontade de correr com ele e poder fazer junto esse rali, que é um grande desafio”, relata.

O carro da dupla é um modelo de rua adaptado para o rali, o que significa que eles disputam em uma categoria com menos recursos do que os veículos importados de ponta – construídos especificamente para o off-road. Ainda assim, os bons resultados mostram que experiência, entrosamento e foco podem compensar as limitações técnicas. “Na geral, a gente não tem chance de brigar com os carros de fábrica, que valem milhões. Mas se terminarmos todos os dias bem, já garantimos uma boa colocação na nossa categoria”, explica o navegador.

 

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Resistência é o maior desafio

Ao todo, o Rally dos Sertões 2025 terá oito dias de provas, com média de 280 a 300 quilômetros por etapa. A dupla largará de Goiânia (GO) e passará por estradas e trilhas em Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Alagoas, onde a chegada será em Marechal Deodoro. Uma das maiores dificuldades, segundo Bondan, é justamente a regularidade de concluir todas as etapas sem grandes danos ao carro ou atrasos.

A prova ainda reserva a chamada “etapa maratona”, em que os competidores ficam sem apoio mecânico externo por dois dias consecutivos. “É como sair de Novo Hamburgo para Gramado num dia, depois para Caxias no outro e assim por diante. Mas, na etapa maratona, se algo quebrar, somos nós que temos que consertar com as ferramentas que temos no carro, sem a ajuda da equipe. Isso exige cuidado redobrado e muita estratégia”, destaca.

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Pai e filho deixaram Novo Hamburgo rumo a Goiânia na quarta-feira (23), onde participam do prólogo e das primeiras disputas do calendário. De lá, seguem etapa por etapa com o objetivo de cruzar a linha de chegada mais uma vez em família.



Sertões 2025

Roteiro

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  • 26/7 – Prólogo / Super Prime: Goiânia (GO)
  • 27/7 – Primeira etapa: Goiânia (GO) / Unaí (MG)

DI: 26 km / SS: 283 km / DF: 227 km – Total: 536 km

Após um deslocamento curto, competidores vão atravessar estradas vicinais de piso duro entre pequenas fazendas, com muitas curvas.

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  • 28/7 – Segunda etapa: Unaí (MG) / Januária (MG)

DI: 40 km / SS: 301 km / DF: 75 km – Total: 416 km

A mais extensa especial do Sertões 2025 começa rápida em estradas de fazenda com uma passagem por serra – serão cerca de 100km neste tipo de piso. Após o reabastecimento, o cenário se modifica: entram as estradas estreitas de areia, técnicas e com muitas curvas. Nos últimos quilômetros os caminhos se estreitam ainda mais por entre pequenos sítios, com alguns trechos de trial.

  • 29/7 – Terceira etapa: Januária (MG) / Bom Jesus da Lapa (BA)

DI: 80 km / SS: 290 km / DF: 64 km – Total: 434 km

O trecho cronometrado se inicia em uma área de mata fechada, com possibilidade de alguns atoleiros. Segue por estradas vicinais estreitas, de piso semelhante ao da região do Seridó.

  • 30/7 – Quarta etapa: Bom Jesus da Lapa (BA) / Xique-Xique (BA) (Maratona)

DI: 19 km / SS: 276 km / DF:183 km – Total: 478 km

Estradas vicinais sinuosas compõem a primeira parte da especial até o km 78, quando se inicia a subida de uma serra íngreme com piso de pedras pelos próximos 13 km. O percurso segue técnico e exige atenção especial até o km 131, quando se inicia uma sequência de 10 km com trechos de trial. Caminhos estreitos e com pedras fecham o desafio do dia, o primeiro da Maratona. Será preciso ter cuidado com os pneus para evitar furos. Em Xique-Xique, apenas os próprios competidores poderão fazer a manutenção dos próprios veículos, dentro do tempo estabelecido pelo regulamento.

  • 31/7 – Quinta etapa: Xique-Xique (BA)/ Petrolina (PE) (Maratona)

DI: 51 km / SS: 296 km / DF: 123 km – Total: 470 km

No segundo dia da Maratona pilotos e navegadores se encontram com as areias da região de Xique-Xique. Elas são o terreno pelos primeiros 224 km de especial – estradas largas com areia dura. Em seguida é a vez de um trecho de serra com pedras que concluirá a parte cronometrada do dia. Mais uma vez será fundamental ter atenção com os pneus.

  • 1/8 – Sexta etapa: Petrolina (PE) / Delmiro Gouveia (AL)

DI: 78 km / SS: 280 km / DF: 57 km – Total: 415 km

A sexta etapa se inicia por pistas rápidas e sinuosas de areia dura, que se estreitam a partir do km 80, quando o terreno muda para a piçarra. Travessias de riacho e alternância entre piçarra e cascalho levam até o abastecimento. A partir daí, atenção para um trecho sinuoso com piso de pedras soltas, em que as máquinas tendem a escorregar. Estradas de areia pesada e trechos de trial marcam os últimos 30 km.

  • 2/8 – Sétima etapa: Delmiro Gouveia (AL) / Marechal Deodoro (AL)

DI: 9 km / SS: 235 km / DF: 175 km – Total: 419 km

A especial avança por estradas vicinais que alternam piso de areia e piçarra, com bastante navegação. Trechos de trial são o principal desafio nos quilômetros finais.

  • 3/8 – Oitava etapa: Marechal Deodoro (AL) / Marechal Deodoro (AL)

DI: 40 km / SS: 254 km / DF: 20 km – Total: 314 km

Nada de refresco no último dia, que pode decidir a prova. A especial em laço exigirá muita navegação atravessando trechos de mata com partes de trial.

* DI: deslocamento inicial/ SS: especial cronometrada / DF: deslocamento final
Distância total: 3.482 km
Especiais: 2.215 km

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