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Cabocla, Sinhá Moça, Rei do Gado e Renascer: O legado das sagas de Benedito Ruy Barbosa; relembre as novelas

Autor de novas icônicas da TV brasileira morreu nesta terça-feira (7)

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Publicado em: 07/07/2026 às 09h:50 Última atualização: 07/07/2026 às 10h:10
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Benedito Ruy Barbosa, um dos nomes mais importantes da teledramaturgia brasileira, morreu nesta terça-feira (7) em São Paulo. O autor tinha 95 anos. O Hospital do Coração (HCor) confirmou o falecimento ao g1.

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Ao longo de mais de cinco décadas, Benedito construiu um legado centrado no universo rural, na imigração italiana e em grandes histórias de amor narradas em formato de saga.

Benedito Ruy Boarbosa | abc+



Benedito Ruy Boarbosa

Foto: Cícero Rodrigues/Memória Globo

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As novelas que definiram uma era

A relação de Benedito com a TV Globo começou em 1971, com Meu Pedacinho de Chão. A trama acompanhava a professora Juliana (Renée de Vielmond), que chegava a uma pequena vila para ensinar crianças e despertava o interesse de Fernando (Ênio Carvalho), filho do coronel Epaminondas (Castro Gonzaga).

A novela ganhou uma releitura em 2014, escrita com a colaboração da filha Edilene Barbosa e do neto Marcos Barbosa. “Essa novela não tem nada da outra, só os nomes dos personagens e das localidades. Foi uma oportunidade de dizer as coisas que a censura não deixava. E pude começar a falar de política, de saúde, de educação”, disse o autor sobre a nova versão.

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Em 1979, Cabocla trouxe uma crítica à disputa de poder na zona rural dos anos 1920, inspirada no romance homônimo de Ribeiro Couto.

A novela foi protagonizada por Gloria Pires e Fábio Jr., que passaram a se relacionar na vida real durante as gravações. O fenômeno se repetiu na versão de 2004, com Vanessa Giácomo e Daniel de Oliveira.

Em 1983, Voltei Pra Você revisitou o universo de Meu Pedacinho de Chão, retomando seis personagens da novela de 1971 na história dos jovens amigos inseparáveis Liliane (Cristina Mullins) e Pedro das Antas (Paulo Castelli).

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Sinhá Moça, exibida em 1986, narrou o amor entre a filha de um coronel escravocrata e um republicano abolicionista, com Lucélia Santos e Marcos Paulos nos papéis centrais. A trama voltou em 2006, com Débora Falabella e Danton Mello.

Paraíso centrou a narrativa na paixão impossível entre o peão José Eleutério (Kadu Moliterno), o “Filho do Diabo”, e Maria Rita (Cristina Mullins), a “Santinha”. Em 2009, a novela ganhou remake escrito por Benedito em parceria com sua filha Edmara Barbosa, protagonizado por Nathalia Dill e Eriberto Leão.

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O Rei do Gado, Terra Nostra e o legado das sagas

A partir dos anos 1990, Benedito consolidou sua marca com histórias de rivalidades e amores que cruzavam gerações.

Renascer (1993) acompanhou José Inocêncio (Antonio Fagundes), um poderoso fazendeiro da zona cacaueira de Ilhéus, na Bahia, e seu relacionamento turbulento com o filho caçula João Pedro, nascido da morte de Maria Santa (Patrícia França). Em 2024, a história ganhou remake escrito por Bruno Luperi, neto de Benedito.

O Rei do Gado (1996) explorou a rivalidade entre as famílias Mezenga e Berdinazi ao longo de gerações, até Bruno Mezenga (Antonio Fagundes) se apaixonar por Luana (Patrícia Pillar), que desconhecia sua própria origem.

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Três anos depois, Terra Nostra (1999) narrou a saga dos jovens italianos Matteo (Thiago Lacerda) e Giuliana (Ana Paula Arósio), separados ao desembarcar no Brasil depois de se conhecerem em um navio imigrante.

A despedida e o legado familiar

Velho Chico (2016) foi a última novela de Benedito como autor. Escrita com Edmara Barbosa e Bruno Luperi, a trama acompanhou décadas de rivalidade entre as famílias De Sá Ribeiro e Dos Anjos e seus reflexos na vida do casal Maria Tereza (Camila Pitanga) e Santo (Domingos Montagner).

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Dois anos após Velho Chico, o neto Bruno Luperi assinou a versão de Pantanal produzida pela TV Globo em 2022, remake da novela exibida originalmente pela Manchete em 1990, que narra conflitos familiares e a relação entre José Leôncio (Marcos Palmeira) e seu filho Jove (Jesuíta Barbosa).

O remake de Renascer, em 2024, também foi assinado por Luperi. O legado de Benedito Ruy Barbosa seguiu vivo nas mãos dos filhos e netos que ele formou como colaboradores, e continua sendo reposto nas telas com novas gerações de espectadores.

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