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LUTO NA TV

Morre Benedito Ruy Barbosa: Dramaturgo e escritor é autor de novelas como Pantanal e Terra Nostra

Ruy Barbosa tinha 95 anos e teve a morte confirmada pelo Hospital do coração nesta terça-feira (7)

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Publicado em: 07/07/2026 às 09h:12 Última atualização: 07/07/2026 às 10h:58
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Benedito Ruy Barbosa, dramaturgo e escritor responsável por algumas das novelas mais assistidas da televisão brasileira, morreu nesta terça-feira (7) na capital paulista. A morte foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor). O autor tinha 95 anos.

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Ruy Barbosa deixa um legado de obras que moldaram gerações de telespectadores, com tramas ambientadas no interior do Brasil, na cultura rural e na saga dos imigrantes italianos que chegaram ao país.

Personagens de “bom caráter, determinação para a luta, crença em valores positivos” eram, por definição própria do autor, a marca registrada de suas histórias.

Benedito Ruy Barbosa | abc+



Benedito Ruy Barbosa

Foto: Divulgação

Uma vida construída pelo trabalho

Natural de Gália, no interior paulista, Benedito Ruy Barbosa nasceu em 1931 como o mais velho entre cinco irmãos.

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A infância foi vivida na vizinha Vera Cruz, região de cafezais habitada por imigrantes japoneses e italianos, paisagem que alimentaria décadas de narrativas.

Com a morte precoce do pai, trabalhou desde jovem em funções diversas, de vendedor de verduras a faxineiro, até chegar a um emprego como revisor no jornal Estado de S. Paulo.

Foi o gosto pela escrita que abriu o caminho definitivo. O romance “Fogo Frio”, seu primeiro trabalho literário, foi adaptado para o teatro e premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte. A partir daí, a trajetória como roteirista ganhou forma.

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Da TV Tupi à Globo

A estreia na televisão veio em 1966, com “Somos Todos Irmãos”, na TV Tupi. Ao longo dos anos seguintes, Ruy Barbosa passou por emissoras como Excelsior, Record e TV Cultura, até firmar contrato com a Globo em 1976. Nesse período, consolidou presença na faixa das 18 horas e adaptou o romance de Ribeiro Couto na novela “Cabocla” (1979).

Em 1990, uma guinada na carreira: ao se transferir para a TV Manchete, escreveu “Pantanal”, novela que inovou ao usar locações externas e explorar os mistérios e a cultura do bioma que dá nome à obra.

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O sucesso da produção abriu caminho para o retorno à Globo, onde escreveu “Renascer” (1993), trama ambientada no interior baiano marcada pelo duelo de gerações do coronel José Inocêncio. Décadas depois, ambas as novelas seriam refilmadas com roteiro de Bruno Luperi, neto de Ruy Barbosa.

Terra, imigração e memória

As obras da fase seguinte aprofundaram temas caros ao autor. Em “O Rei do Gado” (1996), a rivalidade entre duas famílias de imigrantes italianos serviu de pano de fundo para debater posse de terra e reforma agrária. Três anos depois, “Terra Nostra” (1999) retratou o drama do casal Matteo e Giuliana, separados ao chegarem ao Brasil no início do século XX.

Ruy Barbosa também voltou às próprias obras. As refilmagens de “Sinhá Moça” (2006) e “Meu Pedacinho de Chão” (2014) levaram sua assinatura. Nesta última, declarou que conseguira colocar no ar ideias censuradas na versão original, exibida durante a ditadura militar.

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Em 2016, encerrou a trajetória de grandes projetos com “Velho Chico”, ambientada na fictícia cidade de Grotas do São Francisco, no sertão nordestino, com um novo enfrentamento de gerações e a disputa por terra e poder.

Em depoimento ao Memória Globo, o autor sintetizou sua visão sobre o gênero que dominou por seis décadas: “Antes de mais nada, uma novela precisa ter uma grande história de amor.”

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Com informações de g1.

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Morre Benedito Ruy Barbosa: Dramaturgo e escritor é autor de novelas como Pantanal e Terra Nostra

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